Furosemida + Moxifloxacino
⚠O que acontece
Risco significativamente aumentado de prolongamento do intervalo QTc > 500 ms, torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, cardiopatia estrutural).
⚙Mecanismo
Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. A furosemida pode causar hipocalemia e hipomagnesemia, que são fatores de risco independentes para prolongamento do QTc e torsades de pointes. O moxifloxacino é um potente inibidor do canal de potássio hERG (IKr), prolongando diretamente a repolarização ventricular. A combinação de um distúrbio eletrolítico com um fármaco que bloqueia canais iônicos cardíacos é sinérgica e perigosa.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se for indispensável, realizar ECG basal e diário. Corrigir proativamente qualquer distúrbio eletrolítico: manter potássio sérico > 4.0 mEq/L e magnésio sérico > 2.0 mg/dL. Suspender a furosemida ou o moxifloxacino imediatamente se o QTc basal for > 450 ms em homens ou > 470 ms em mulheres, ou se aumentar > 60 ms do basal.
🔍O que monitorar
ECG com medição do QTc antes do início, 24-48h após e depois semanalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) diariamente durante a coadministração. Monitoramento cardíaco contínuo se QTc > 500 ms.
↺Alternativas
Substituir o moxifloxacino por um antibiótico sem risco de prolongamento QT, como um beta-lactâmico (ex: ceftriaxona) ou um macrolídeo de menor risco (ex: azitromicina, com cautela). Se a furosemida for o problema, avaliar a troca por um diurético poupador de potássio (espironolactona) se a função renal permitir.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Diretrizes da ESC sobre Arritmias Ventriculares
Perguntas Frequentes
Pode tomar Furosemida com Moxifloxacino?
A combinação de Furosemida com Moxifloxacino apresenta interação de gravidade grave. Risco significativamente aumentado de prolongamento do intervalo QTc > 500 ms, torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, cardiopatia estrutural). Evitar a associação. Se for indispensável, realizar ECG basal e diário. Corrigir proativamente qualquer distúrbio eletrolítico: manter potássio sérico > 4.0 mEq/L e magnésio sérico > 2.0 mg/dL. Suspender a furosemida ou o moxifloxacino imediatamente se o QTc basal for > 450 ms em homens ou > 470 ms em mulheres, ou se aumentar > 60 ms do basal.
Furosemida e Moxifloxacino interagem?
Sim, Furosemida e Moxifloxacino possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. a furosemida pode causar hipocalemia e hipomagnesemia, que são fatores de risco independentes para prolongamento do qtc e torsades de pointes. o moxifloxacino é um potente inibidor do canal de potássio herg (ikr), prolongando diretamente a repolarização ventricular. a combinação de um distúrbio eletrolítico com um fármaco que bloqueia canais iônicos cardíacos é sinérgica e perigosa.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se for indispensável, realizar ecg basal e diário. corrigir proativamente qualquer distúrbio eletrolítico: manter potássio sérico > 4.0 meq/l e magnésio sérico > 2.0 mg/dl. suspender a furosemida ou o moxifloxacino imediatamente se o qtc basal for > 450 ms em homens ou > 470 ms em mulheres, ou se aumentar > 60 ms do basal..
Qual o risco de Furosemida com Moxifloxacino?
O risco da associação Furosemida + Moxifloxacino é classificado como GRAVE. Risco significativamente aumentado de prolongamento do intervalo QTc > 500 ms, torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, cardiopatia estrutural). Monitorar: ecg com medição do qtc antes do início, 24-48h após e depois semanalmente. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) diariamente durante a coadministração. monitoramento cardíaco contínuo se qtc > 500 ms..
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Atualizado em junho/2026
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