Furosemida + Ivabradina
⚠O que acontece
Prolongamento QTc > 500 ms com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em mulheres, idosos, cardiopatas, e com distúrbios eletrolíticos prévios.
⚙Mecanismo
Prolongamento aditivo do intervalo QT: furosemida causa hipocalemia e hipomagnesemia (redução da corrente IKr); ivabradina bloqueia canais HCN (corrente If) no nó sinoatrial, mas também inibe canais hERG (IKr) em altas concentrações, prolongando a repolarização ventricular. Efeito sinérgico com risco de QTc > 500 ms.
📋Conduta Clinica
Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: ECG basal com QTc (fórmula de Fridericia se FC irregular); manter K+ sérico entre 4,5–5,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL (suplementar se necessário); repetir ECG 2–4h após cada dose e semanalmente. Limitar dose de ivabradina a 5 mg 2x/dia.
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal e seriado; eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada 48–72h inicialmente; sinais de arritmia (palpitações, síncope); função renal (clearance de creatinina) pois ivabradina é excretada renalmente.
↺Alternativas
Substituir ivabradina por beta-bloqueador (ex.: carvedilol) se indicação cardiológica permitir. Substituir furosemida por diurético poupador de potássio (ex.: espironolactona) se possível.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Europace 2023;25(4):456-64
Perguntas Frequentes
Pode tomar Furosemida com Ivabradina?
A combinação de Furosemida com Ivabradina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc > 500 ms com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em mulheres, idosos, cardiopatas, e com distúrbios eletrolíticos prévios. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável: ECG basal com QTc (fórmula de Fridericia se FC irregular); manter K+ sérico entre 4,5–5,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL (suplementar se necessário); repetir ECG 2–4h após cada dose e semanalmente. Limitar dose de ivabradina a 5 mg 2x/dia.
Furosemida e Ivabradina interagem?
Sim, Furosemida e Ivabradina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve prolongamento aditivo do intervalo qt: furosemida causa hipocalemia e hipomagnesemia (redução da corrente ikr); ivabradina bloqueia canais hcn (corrente if) no nó sinoatrial, mas também inibe canais herg (ikr) em altas concentrações, prolongando a repolarização ventricular. efeito sinérgico com risco de qtc > 500 ms.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável: ecg basal com qtc (fórmula de fridericia se fc irregular); manter k+ sérico entre 4,5–5,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl (suplementar se necessário); repetir ecg 2–4h após cada dose e semanalmente. limitar dose de ivabradina a 5 mg 2x/dia..
Qual o risco de Furosemida com Ivabradina?
O risco da associação Furosemida + Ivabradina é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc > 500 ms com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em mulheres, idosos, cardiopatas, e com distúrbios eletrolíticos prévios. Monitorar: ecg com qtc basal e seriado; eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) a cada 48–72h inicialmente; sinais de arritmia (palpitações, síncope); função renal (clearance de creatinina) pois ivabradina é excretada renalmente..
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Atualizado em junho/2026
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