Fluoxetina + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc >500 ms, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Pacientes transplantados frequentemente têm outros fatores de risco (distúrbios eletrolíticos, uso de outros fármacos que prolongam QT). Relatos de caso documentam QTc prolongado e arritmias com a combinação.

Mecanismo

A fluoxetina bloqueia os canais hERG (IKr) com IC50 ~3 μM, prolongando a repolarização ventricular. O tacrolimus também prolonga o QTc, possivelmente por inibição de IKr e alteração do tráfego de canais iônicos. Além disso, a fluoxetina inibe a CYP3A4 (Ki ~10 μM), principal via de metabolismo do tacrolimus, aumentando seus níveis plasmáticos em 50-100% e exacerbando o efeito pró-arrítmico. O efeito aditivo no bloqueio de IKr e o aumento dos níveis de tacrolimus resultam em risco sinérgico de prolongamento do QTc.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável: 1) ECG basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. 2) Monitorar níveis séricos de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL, dependendo da fase do transplante) e ajustar dose para manter no limite inferior. 3) Corrigir eletrólitos: K+ ≥4,0 mEq/L, Mg2+ ≥2,0 mg/dL. 4) Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal. 5) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores da CYP3A4.

🔍O que monitorar

ECG com QTc (fórmula de Fridericia); nível sérico de tacrolimus (vale) a cada 2-3 dias inicialmente; eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada 1-2 semanas; função renal (creatinina) devido ao risco de nefrotoxicidade aumentada.

Alternativas

Substituir fluoxetina por antidepressivo sem efeito no QT e com menor inibição da CYP3A4 (ex: sertralina, citalopram em dose ≤40 mg/dia) ou tacrolimus por ciclosporina (também prolonga QT, mas pode ter perfil diferente). Consultar CredibleMeds.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluoxetina com Tacrolimus?

A combinação de Fluoxetina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Pacientes transplantados frequentemente têm outros fatores de risco (distúrbios eletrolíticos, uso de outros fármacos que prolongam QT). Relatos de caso documentam QTc prolongado e arritmias com a combinação. Evitar a associação. Se inevitável: 1) ECG basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. 2) Monitorar níveis séricos de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL, dependendo da fase do transplante) e ajustar dose para manter no limite inferior. 3) Corrigir eletrólitos: K+ ≥4,0 mEq/L, Mg2+ ≥2,0 mg/dL. 4) Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal. 5) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores da CYP3A4.

Fluoxetina e Tacrolimus interagem?

Sim, Fluoxetina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fluoxetina bloqueia os canais herg (ikr) com ic50 ~3 μm, prolongando a repolarização ventricular. o tacrolimus também prolonga o qtc, possivelmente por inibição de ikr e alteração do tráfego de canais iônicos. além disso, a fluoxetina inibe a cyp3a4 (ki ~10 μm), principal via de metabolismo do tacrolimus, aumentando seus níveis plasmáticos em 50-100% e exacerbando o efeito pró-arrítmico. o efeito aditivo no bloqueio de ikr e o aumento dos níveis de tacrolimus resultam em risco sinérgico de prolongamento do qtc.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: 1) ecg basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. 2) monitorar níveis séricos de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/ml, dependendo da fase do transplante) e ajustar dose para manter no limite inferior. 3) corrigir eletrólitos: k+ ≥4,0 meq/l, mg2+ ≥2,0 mg/dl. 4) suspender se qtc >500 ms ou aumento >60 ms do basal. 5) evitar outros fármacos que prolongam qt ou inibidores da cyp3a4..

Qual o risco de Fluoxetina com Tacrolimus?

O risco da associação Fluoxetina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Pacientes transplantados frequentemente têm outros fatores de risco (distúrbios eletrolíticos, uso de outros fármacos que prolongam QT). Relatos de caso documentam QTc prolongado e arritmias com a combinação. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia); nível sérico de tacrolimus (vale) a cada 2-3 dias inicialmente; eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) a cada 1-2 semanas; função renal (creatinina) devido ao risco de nefrotoxicidade aumentada..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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