Fluoxetina + Metadona

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc >500 ms, com risco aumentado de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia estrutural). Estudos observacionais mostram aumento de 2-3 vezes no risco de TdP com a combinação.

Mecanismo

A fluoxetina bloqueia os canais de potássio hERG (IKr) com IC50 de ~3 μM, prolongando a repolarização ventricular. A metadona também bloqueia hERG (IC50 ~2-10 μM para (R)-metadona) e inibe a CYP2D6, que metaboliza a fluoxetina, aumentando seus níveis. O efeito aditivo no bloqueio de IKr resulta em prolongamento sinérgico do intervalo QTc. Além disso, a fluoxetina pode aumentar os níveis de metadona via inibição da CYP2D6 e CYP2C19, exacerbando o efeito pró-arrítmico.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável: 1) ECG basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. 2) Corrigir eletrólitos: manter K+ ≥4,0 mEq/L, Mg2+ ≥2,0 mg/dL, Ca2+ normal. 3) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores da CYP3A4. 4) Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal. 5) Considerar redução de dose de metadona em 25-50% e monitorar síndrome de abstinência.

🔍O que monitorar

ECG de 12 derivações com QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham); eletrólitos séricos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada 1-2 semanas inicialmente; telemetria cardíaca se QTc >500 ms; sinais de arritmia (palpitações, síncope).

Alternativas

Substituir fluoxetina por antidepressivo sem efeito no QT (ex: sertralina, citalopram em dose ≤40 mg/dia) ou metadona por opioide sem risco de QT (ex: morfina, oxicodona). Consultar lista do CredibleMeds para alternativas seguras.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluoxetina com Metadona?

A combinação de Fluoxetina com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms, com risco aumentado de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia estrutural). Estudos observacionais mostram aumento de 2-3 vezes no risco de TdP com a combinação. Evitar a associação. Se inevitável: 1) ECG basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. 2) Corrigir eletrólitos: manter K+ ≥4,0 mEq/L, Mg2+ ≥2,0 mg/dL, Ca2+ normal. 3) Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores da CYP3A4. 4) Suspender se QTc >500 ms ou aumento >60 ms do basal. 5) Considerar redução de dose de metadona em 25-50% e monitorar síndrome de abstinência.

Fluoxetina e Metadona interagem?

Sim, Fluoxetina e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fluoxetina bloqueia os canais de potássio herg (ikr) com ic50 de ~3 μm, prolongando a repolarização ventricular. a metadona também bloqueia herg (ic50 ~2-10 μm para (r)-metadona) e inibe a cyp2d6, que metaboliza a fluoxetina, aumentando seus níveis. o efeito aditivo no bloqueio de ikr resulta em prolongamento sinérgico do intervalo qtc. além disso, a fluoxetina pode aumentar os níveis de metadona via inibição da cyp2d6 e cyp2c19, exacerbando o efeito pró-arrítmico.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: 1) ecg basal e semanal por 4 semanas, depois mensal. 2) corrigir eletrólitos: manter k+ ≥4,0 meq/l, mg2+ ≥2,0 mg/dl, ca2+ normal. 3) evitar outros fármacos que prolongam qt ou inibidores da cyp3a4. 4) suspender se qtc >500 ms ou aumento >60 ms do basal. 5) considerar redução de dose de metadona em 25-50% e monitorar síndrome de abstinência..

Qual o risco de Fluoxetina com Metadona?

O risco da associação Fluoxetina + Metadona é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms, com risco aumentado de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia estrutural). Estudos observacionais mostram aumento de 2-3 vezes no risco de TdP com a combinação. Monitorar: ecg de 12 derivações com qtc (fórmula de fridericia ou framingham); eletrólitos séricos (k+, mg2+, ca2+) a cada 1-2 semanas inicialmente; telemetria cardíaca se qtc >500 ms; sinais de arritmia (palpitações, síncope)..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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