Fluconazol + Apixabana

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento moderado da exposição à apixabana, com risco aumentado de sangramento. O risco é maior em pacientes com idade >80 anos, peso <60 kg ou creatinina sérica >1,5 mg/dL.

Mecanismo

Apixabana é metabolizada principalmente pela CYP3A4 (~25%) e é substrato da P-gp. Fluconazol é um inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-20 μM) e não inibe significativamente a P-gp. A inibição da CYP3A4 aumenta a AUC da apixabana em 30-50%, com aumento proporcional do risco de sangramento. O efeito é menor que o observado com inibidores potentes da CYP3A4 e P-gp (como cetoconazol, que aumenta a AUC em 100%).

📋Conduta Clinica

Monitorar sinais de sangramento. Em pacientes com 2 ou mais critérios de risco (idade >80 anos, peso <60 kg, creatinina >1,5 mg/dL), considerar redução da dose de apixabana (ex: de 5 mg para 2,5 mg BID). Evitar em pacientes com clearance de creatinina <25 mL/min. Se ocorrer sangramento, suspender ambos os fármacos e manejar conforme gravidade.

🔍O que monitorar

Sinais de sangramento, hemoglobina/hematócrito se suspeita de sangramento, função renal (creatinina sérica) a cada 2-4 semanas.

Alternativas

Substituir fluconazol por antifúngico sem inibição de CYP3A4, como anfotericina B ou equinocandinas. Se necessário, usar isavuconazol (menor inibição de CYP3A4). Alternativamente, substituir apixabana por anticoagulante com menor metabolismo CYP, como dabigatrana ou edoxabana.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fluconazol com Apixabana?

A combinação de Fluconazol com Apixabana apresenta interação de gravidade moderada. Aumento moderado da exposição à apixabana, com risco aumentado de sangramento. O risco é maior em pacientes com idade >80 anos, peso <60 kg ou creatinina sérica >1,5 mg/dL. Monitorar sinais de sangramento. Em pacientes com 2 ou mais critérios de risco (idade >80 anos, peso <60 kg, creatinina >1,5 mg/dL), considerar redução da dose de apixabana (ex: de 5 mg para 2,5 mg BID). Evitar em pacientes com clearance de creatinina <25 mL/min. Se ocorrer sangramento, suspender ambos os fármacos e manejar conforme gravidade.

Fluconazol e Apixabana interagem?

Sim, Fluconazol e Apixabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve apixabana é metabolizada principalmente pela cyp3a4 (~25%) e é substrato da p-gp. fluconazol é um inibidor moderado da cyp3a4 (ki ~10-20 μm) e não inibe significativamente a p-gp. a inibição da cyp3a4 aumenta a auc da apixabana em 30-50%, com aumento proporcional do risco de sangramento. o efeito é menor que o observado com inibidores potentes da cyp3a4 e p-gp (como cetoconazol, que aumenta a auc em 100%).. A conduta recomendada é: monitorar sinais de sangramento. em pacientes com 2 ou mais critérios de risco (idade >80 anos, peso <60 kg, creatinina >1,5 mg/dl), considerar redução da dose de apixabana (ex: de 5 mg para 2,5 mg bid). evitar em pacientes com clearance de creatinina <25 ml/min. se ocorrer sangramento, suspender ambos os fármacos e manejar conforme gravidade..

Qual o risco de Fluconazol com Apixabana?

O risco da associação Fluconazol + Apixabana é classificado como MODERADA. Aumento moderado da exposição à apixabana, com risco aumentado de sangramento. O risco é maior em pacientes com idade >80 anos, peso <60 kg ou creatinina sérica >1,5 mg/dL. Monitorar: sinais de sangramento, hemoglobina/hematócrito se suspeita de sangramento, função renal (creatinina sérica) a cada 2-4 semanas..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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