Fenitoína + Verapamil

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução dos níveis de verapamil com possível perda de controle de pressão arterial ou frequência cardíaca.

Mecanismo

Fenitoína induz fortemente CYP3A4, acelerando metabolismo do verapamil (principalmente CYP3A4, redução de AUC estimada 40-60%). Verapamil inibe fracamente CYP3A4, podendo atenuar parcialmente o efeito.

📋Conduta Clinica

Aumentar dose de verapamil em 50-100% conforme resposta pressórica. Titular lentamente.

🔍O que monitorar

PA, FC, ECG (intervalo PR) semanalmente nas primeiras 4 semanas.

Alternativas

Usar atenolol ou carvedilol (menos afetados por CYP3A4). Alternativa à fenitoína: levetiracetam.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Verapamil?

A combinação de Fenitoína com Verapamil apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis de verapamil com possível perda de controle de pressão arterial ou frequência cardíaca. Aumentar dose de verapamil em 50-100% conforme resposta pressórica. Titular lentamente.

Fenitoína e Verapamil interagem?

Sim, Fenitoína e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína induz fortemente cyp3a4, acelerando metabolismo do verapamil (principalmente cyp3a4, redução de auc estimada 40-60%). verapamil inibe fracamente cyp3a4, podendo atenuar parcialmente o efeito.. A conduta recomendada é: aumentar dose de verapamil em 50-100% conforme resposta pressórica. titular lentamente..

Qual o risco de Fenitoína com Verapamil?

O risco da associação Fenitoína + Verapamil é classificado como MODERADA. Redução dos níveis de verapamil com possível perda de controle de pressão arterial ou frequência cardíaca. Monitorar: pa, fc, ecg (intervalo pr) semanalmente nas primeiras 4 semanas..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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