Fenitoína + Sinvastatina
⚠O que acontece
Redução dos níveis plasmáticos de sinvastatina e metabólitos ativos com possível perda de eficácia hipolipemiante, resultando em níveis de LDL-colesterol acima da meta terapêutica.
⚙Mecanismo
A fenitoína é um indutor potente do CYP3A4 (aumenta atividade em 2-4 vezes) e também induz CYP2C9 e CYP2C19. A sinvastatina é um pró-fármaco metabolizado extensamente pelo CYP3A4 (Km ~ 10 μM) a metabólitos ativos. A indução do CYP3A4 pela fenitoína reduz a AUC da sinvastatina e seus metabólitos ativos em 50-70%, diminuindo significativamente o efeito hipolipemiante.
📋Conduta Clinica
Monitorar perfil lipídico após 4-6 semanas de uso concomitante. Se necessário, aumentar a dose de sinvastatina (máximo 80 mg/dia, embora risco de miopatia) ou, preferencialmente, trocar para uma estatina não metabolizada extensamente pelo CYP3A4. Ajustar dose baseado no LDL-colesterol.
🔍O que monitorar
Perfil lipídico (LDL, HDL, TG) a cada 4-6 semanas até estabilização, TGO/TGP, CK se sintomas musculares.
↺Alternativas
Substituir fenitoína por lamotrigina ou levetiracetam (não indutores). Alternativamente, usar rosuvastatina (metabolismo mínimo por CYP, principalmente excreção renal) ou pravastatina (metabolismo não-CYP). Atorvastatina também é substrato do CYP3A4, mas em menor grau que sinvastatina.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; estudos de interação fenitoína-estatinas.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Sinvastatina?
A combinação de Fenitoína com Sinvastatina apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis plasmáticos de sinvastatina e metabólitos ativos com possível perda de eficácia hipolipemiante, resultando em níveis de LDL-colesterol acima da meta terapêutica. Monitorar perfil lipídico após 4-6 semanas de uso concomitante. Se necessário, aumentar a dose de sinvastatina (máximo 80 mg/dia, embora risco de miopatia) ou, preferencialmente, trocar para uma estatina não metabolizada extensamente pelo CYP3A4. Ajustar dose baseado no LDL-colesterol.
Fenitoína e Sinvastatina interagem?
Sim, Fenitoína e Sinvastatina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a fenitoína é um indutor potente do cyp3a4 (aumenta atividade em 2-4 vezes) e também induz cyp2c9 e cyp2c19. a sinvastatina é um pró-fármaco metabolizado extensamente pelo cyp3a4 (km ~ 10 μm) a metabólitos ativos. a indução do cyp3a4 pela fenitoína reduz a auc da sinvastatina e seus metabólitos ativos em 50-70%, diminuindo significativamente o efeito hipolipemiante.. A conduta recomendada é: monitorar perfil lipídico após 4-6 semanas de uso concomitante. se necessário, aumentar a dose de sinvastatina (máximo 80 mg/dia, embora risco de miopatia) ou, preferencialmente, trocar para uma estatina não metabolizada extensamente pelo cyp3a4. ajustar dose baseado no ldl-colesterol..
Qual o risco de Fenitoína com Sinvastatina?
O risco da associação Fenitoína + Sinvastatina é classificado como MODERADA. Redução dos níveis plasmáticos de sinvastatina e metabólitos ativos com possível perda de eficácia hipolipemiante, resultando em níveis de LDL-colesterol acima da meta terapêutica. Monitorar: perfil lipídico (ldl, hdl, tg) a cada 4-6 semanas até estabilização, tgo/tgp, ck se sintomas musculares..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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