Fenitoína + Ranolazina
⚠O que acontece
Redução drástica nos níveis plasmáticos de ranolazina, com possível perda completa de eficácia antianginosa. Risco de aumento da frequência e gravidade das crises de angina.
⚙Mecanismo
Fenitoína é um indutor potente do CYP3A4, principal via de metabolização da ranolazina. A indução do CYP3A4 pode reduzir significativamente a exposição à ranolazina. Estudos com indutores potentes (ex: rifampicina) mostram redução de aproximadamente 95% na AUC da ranolazina. A ranolazina também é substrato da P-gp, que é induzida pela fenitoína. Esta interação é clinicamente relevante, pois a perda de eficácia antianginosa pode levar a piora dos sintomas de angina.
📋Conduta Clinica
1. Evitar coadministração. 2. Se inevitável, monitorar sintomas de angina (frequência, intensidade, uso de nitratos de resgate). 3. Não há ajuste de dose recomendado, pois a magnitude da redução é extrema. 4. Se fenitoína for descontinuada, monitorar toxicidade da ranolazina (prolongamento QTc, tontura, náusea) e considerar redução de dose.
🔍O que monitorar
ECG (QTc) basal e após 2-4 semanas, frequência de crises anginosas, consumo de nitratos de resgate, sinais de toxicidade (síncope, palpitações).
↺Alternativas
Substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina) ou trocar ranolazina por outro antianginoso (ex: betabloqueador, bloqueador de canais de cálcio).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Ranolazina prescribing information (FDA)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Ranolazina?
A combinação de Fenitoína com Ranolazina apresenta interação de gravidade moderada. Redução drástica nos níveis plasmáticos de ranolazina, com possível perda completa de eficácia antianginosa. Risco de aumento da frequência e gravidade das crises de angina. 1. Evitar coadministração. 2. Se inevitável, monitorar sintomas de angina (frequência, intensidade, uso de nitratos de resgate). 3. Não há ajuste de dose recomendado, pois a magnitude da redução é extrema. 4. Se fenitoína for descontinuada, monitorar toxicidade da ranolazina (prolongamento QTc, tontura, náusea) e considerar redução de dose.
Fenitoína e Ranolazina interagem?
Sim, Fenitoína e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é um indutor potente do cyp3a4, principal via de metabolização da ranolazina. a indução do cyp3a4 pode reduzir significativamente a exposição à ranolazina. estudos com indutores potentes (ex: rifampicina) mostram redução de aproximadamente 95% na auc da ranolazina. a ranolazina também é substrato da p-gp, que é induzida pela fenitoína. esta interação é clinicamente relevante, pois a perda de eficácia antianginosa pode levar a piora dos sintomas de angina.. A conduta recomendada é: 1. evitar coadministração. 2. se inevitável, monitorar sintomas de angina (frequência, intensidade, uso de nitratos de resgate). 3. não há ajuste de dose recomendado, pois a magnitude da redução é extrema. 4. se fenitoína for descontinuada, monitorar toxicidade da ranolazina (prolongamento qtc, tontura, náusea) e considerar redução de dose..
Qual o risco de Fenitoína com Ranolazina?
O risco da associação Fenitoína + Ranolazina é classificado como MODERADA. Redução drástica nos níveis plasmáticos de ranolazina, com possível perda completa de eficácia antianginosa. Risco de aumento da frequência e gravidade das crises de angina. Monitorar: ecg (qtc) basal e após 2-4 semanas, frequência de crises anginosas, consumo de nitratos de resgate, sinais de toxicidade (síncope, palpitações)..
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Atualizado em junho/2026
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