Fenitoína + Losartana

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução significativa nos níveis plasmáticos de losartana e seu metabólito ativo, resultando em possível perda de eficácia anti-hipertensiva. Pode haver necessidade de aumento de dose ou troca de anti-hipertensivo.

Mecanismo

Fenitoína é um indutor potente do CYP2C9 (principal via de metabolização da losartana para seu metabólito ativo E-3174) e moderado do CYP3A4. A indução do CYP2C9 acelera a conversão de losartana em E-3174, mas também aumenta o clearance total, podendo reduzir a meia-vida do fármaco ativo. Estudos farmacocinéticos mostram redução de 40-50% na AUC da losartana e de 30-40% na AUC do E-3174 quando coadministrada com indutores potentes do CYP2C9. A magnitude do efeito é clinicamente significativa, podendo levar à perda de controle pressórico.

📋Conduta Clinica

1. Monitorar pressão arterial semanalmente nas primeiras 2-4 semanas de coadministração. 2. Se PA não controlada, aumentar losartana em incrementos de 25-50 mg/dia (dose máxima 100 mg/dia) ou considerar dividir a dose. 3. Se fenitoína for descontinuada, reduzir losartana progressivamente para evitar hipotensão. 4. Alertar paciente sobre sinais de hipotensão (tontura, fraqueza).

🔍O que monitorar

Pressão arterial (alvo <140/90 mmHg), frequência cardíaca, sinais de hipotensão, função renal (creatinina, potássio) após ajustes de dose.

Alternativas

Considerar anti-hipertensivos não metabolizados por CYP2C9, como inibidores da ECA (ex: lisinopril) ou bloqueadores de canais de cálcio (ex: anlodipino). Se fenitoína for essencial, avaliar troca para outro anticonvulsivante com menor potencial indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Estudos farmacocinéticos com rifampicina (indutor CYP2C9 modelo)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Fenitoína com Losartana?

A combinação de Fenitoína com Losartana apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa nos níveis plasmáticos de losartana e seu metabólito ativo, resultando em possível perda de eficácia anti-hipertensiva. Pode haver necessidade de aumento de dose ou troca de anti-hipertensivo. 1. Monitorar pressão arterial semanalmente nas primeiras 2-4 semanas de coadministração. 2. Se PA não controlada, aumentar losartana em incrementos de 25-50 mg/dia (dose máxima 100 mg/dia) ou considerar dividir a dose. 3. Se fenitoína for descontinuada, reduzir losartana progressivamente para evitar hipotensão. 4. Alertar paciente sobre sinais de hipotensão (tontura, fraqueza).

Fenitoína e Losartana interagem?

Sim, Fenitoína e Losartana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é um indutor potente do cyp2c9 (principal via de metabolização da losartana para seu metabólito ativo e-3174) e moderado do cyp3a4. a indução do cyp2c9 acelera a conversão de losartana em e-3174, mas também aumenta o clearance total, podendo reduzir a meia-vida do fármaco ativo. estudos farmacocinéticos mostram redução de 40-50% na auc da losartana e de 30-40% na auc do e-3174 quando coadministrada com indutores potentes do cyp2c9. a magnitude do efeito é clinicamente significativa, podendo levar à perda de controle pressórico.. A conduta recomendada é: 1. monitorar pressão arterial semanalmente nas primeiras 2-4 semanas de coadministração. 2. se pa não controlada, aumentar losartana em incrementos de 25-50 mg/dia (dose máxima 100 mg/dia) ou considerar dividir a dose. 3. se fenitoína for descontinuada, reduzir losartana progressivamente para evitar hipotensão. 4. alertar paciente sobre sinais de hipotensão (tontura, fraqueza)..

Qual o risco de Fenitoína com Losartana?

O risco da associação Fenitoína + Losartana é classificado como MODERADA. Redução significativa nos níveis plasmáticos de losartana e seu metabólito ativo, resultando em possível perda de eficácia anti-hipertensiva. Pode haver necessidade de aumento de dose ou troca de anti-hipertensivo. Monitorar: pressão arterial (alvo <140/90 mmhg), frequência cardíaca, sinais de hipotensão, função renal (creatinina, potássio) após ajustes de dose..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.