Fenitoína + Ivabradina
⚠O que acontece
Redução significativa nos níveis plasmáticos de ivabradina, resultando em perda de eficácia na redução da frequência cardíaca. Risco de taquicardia, piora da angina ou insuficiência cardíaca.
⚙Mecanismo
Fenitoína é um indutor potente do CYP3A4, principal via de metabolização da ivabradina. A indução do CYP3A4 pode reduzir significativamente a exposição à ivabradina. Estudos com indutores potentes (ex: rifampicina) mostram redução de 60-70% na AUC da ivabradina. A ivabradina também é substrato da P-gp, que é induzida pela fenitoína. Esta interação é clinicamente relevante, pois a perda de eficácia cronotrópica pode levar a taquicardia persistente e piora dos sintomas de insuficiência cardíaca ou angina.
📋Conduta Clinica
1. Evitar coadministração. 2. Se inevitável, monitorar frequência cardíaca (FC) diariamente (alvo 50-60 bpm em repouso). 3. Aumentar ivabradina em incrementos de 2,5-5 mg 2x/dia (dose máxima 7,5 mg 2x/dia) guiado pela FC. 4. Se fenitoína for descontinuada, reduzir ivabradina progressivamente para evitar bradicardia excessiva.
🔍O que monitorar
Frequência cardíaca em repouso (ECG ou monitor cardíaco), sintomas de bradicardia (tontura, fadiga, síncope), sintomas de taquicardia/piora clínica.
↺Alternativas
Substituir fenitoína por anticonvulsivante não indutor (ex: levetiracetam, lamotrigina) ou trocar ivabradina por betabloqueador (ex: carvedilol, metoprolol) com ajuste de dose.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; Ivabradina prescribing information (FDA)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Ivabradina?
A combinação de Fenitoína com Ivabradina apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa nos níveis plasmáticos de ivabradina, resultando em perda de eficácia na redução da frequência cardíaca. Risco de taquicardia, piora da angina ou insuficiência cardíaca. 1. Evitar coadministração. 2. Se inevitável, monitorar frequência cardíaca (FC) diariamente (alvo 50-60 bpm em repouso). 3. Aumentar ivabradina em incrementos de 2,5-5 mg 2x/dia (dose máxima 7,5 mg 2x/dia) guiado pela FC. 4. Se fenitoína for descontinuada, reduzir ivabradina progressivamente para evitar bradicardia excessiva.
Fenitoína e Ivabradina interagem?
Sim, Fenitoína e Ivabradina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é um indutor potente do cyp3a4, principal via de metabolização da ivabradina. a indução do cyp3a4 pode reduzir significativamente a exposição à ivabradina. estudos com indutores potentes (ex: rifampicina) mostram redução de 60-70% na auc da ivabradina. a ivabradina também é substrato da p-gp, que é induzida pela fenitoína. esta interação é clinicamente relevante, pois a perda de eficácia cronotrópica pode levar a taquicardia persistente e piora dos sintomas de insuficiência cardíaca ou angina.. A conduta recomendada é: 1. evitar coadministração. 2. se inevitável, monitorar frequência cardíaca (fc) diariamente (alvo 50-60 bpm em repouso). 3. aumentar ivabradina em incrementos de 2,5-5 mg 2x/dia (dose máxima 7,5 mg 2x/dia) guiado pela fc. 4. se fenitoína for descontinuada, reduzir ivabradina progressivamente para evitar bradicardia excessiva..
Qual o risco de Fenitoína com Ivabradina?
O risco da associação Fenitoína + Ivabradina é classificado como MODERADA. Redução significativa nos níveis plasmáticos de ivabradina, resultando em perda de eficácia na redução da frequência cardíaca. Risco de taquicardia, piora da angina ou insuficiência cardíaca. Monitorar: frequência cardíaca em repouso (ecg ou monitor cardíaco), sintomas de bradicardia (tontura, fadiga, síncope), sintomas de taquicardia/piora clínica..
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Atualizado em junho/2026
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