Fenitoína + Amiodarona
⚠O que acontece
Redução nos níveis de amiodarona com perda de eficácia antiarrítmica. Risco alto por índice terapêutico estreito e meia-vida longa da amiodarona.
⚙Mecanismo
Fenitoína é indutora forte de CYP3A4 (e moderada de CYP2C9/CYP1A2), acelerando metabolismo hepático da amiodarona (principalmente via CYP3A4, Km ~10-20 μM). Redução de 30-50% nos níveis de amiodarona esperada após 2-3 semanas de indução. Interação bidirecional: amiodarona inibe CYP2C9/CYP3A4, podendo elevar níveis de fenitoína.
📋Conduta Clinica
Evitar associação quando possível. Se inevitável, aumentar dose de amiodarona em 50-100% (ex: de 200 mg para 300-400 mg/dia) com titulação lenta. Monitorar níveis de fenitoína (reduzir dose 20-30% se necessário).
🔍O que monitorar
ECG com QTc semanal nas primeiras 4 semanas, níveis séricos de fenitoína (alvo 10-20 μg/mL), função tireoidiana e hepática a cada 3 meses, resposta clínica (controle de arritmia).
↺Alternativas
Considerar levetiracetam ou ácido valpróico como alternativa à fenitoína. Ou substituir amiodarona por dronedarona ou sotalol se apropriado.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; estudos de interação bidirecional
Perguntas Frequentes
Pode tomar Fenitoína com Amiodarona?
A combinação de Fenitoína com Amiodarona apresenta interação de gravidade grave. Redução nos níveis de amiodarona com perda de eficácia antiarrítmica. Risco alto por índice terapêutico estreito e meia-vida longa da amiodarona. Evitar associação quando possível. Se inevitável, aumentar dose de amiodarona em 50-100% (ex: de 200 mg para 300-400 mg/dia) com titulação lenta. Monitorar níveis de fenitoína (reduzir dose 20-30% se necessário).
Fenitoína e Amiodarona interagem?
Sim, Fenitoína e Amiodarona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve fenitoína é indutora forte de cyp3a4 (e moderada de cyp2c9/cyp1a2), acelerando metabolismo hepático da amiodarona (principalmente via cyp3a4, km ~10-20 μm). redução de 30-50% nos níveis de amiodarona esperada após 2-3 semanas de indução. interação bidirecional: amiodarona inibe cyp2c9/cyp3a4, podendo elevar níveis de fenitoína.. A conduta recomendada é: evitar associação quando possível. se inevitável, aumentar dose de amiodarona em 50-100% (ex: de 200 mg para 300-400 mg/dia) com titulação lenta. monitorar níveis de fenitoína (reduzir dose 20-30% se necessário)..
Qual o risco de Fenitoína com Amiodarona?
O risco da associação Fenitoína + Amiodarona é classificado como GRAVE. Redução nos níveis de amiodarona com perda de eficácia antiarrítmica. Risco alto por índice terapêutico estreito e meia-vida longa da amiodarona. Monitorar: ecg com qtc semanal nas primeiras 4 semanas, níveis séricos de fenitoína (alvo 10-20 μg/ml), função tireoidiana e hepática a cada 3 meses, resposta clínica (controle de arritmia)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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