Espironolactona + Suplemento de Potássio

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Revisada por equipe farmaceutica

O que acontece

Hipercalemia potencialmente fatal: ondas T em tenda, alargamento QRS, FV, assistolia.

Mecanismo

Espironolactona retém K+ bloqueando aldosterona. Suplemento adiciona K+ exógeno. Efeito hipercalêmico aditivo direto.

📋Conduta Clinica

GERALMENTE CONTRAINDICADO. Suspender suplemento de K+ ao iniciar espironolactona. Dieta pobre em K+.

🔍O que monitorar

K+ sérico em 3-7 dias após início de espironolactona. ECG se K+ > 5.5.

Alternativas

Se hipocalemia prévia necessitando reposição: hidratar, corrigir magnésio, reavaliar necessidade do suplemento.

📚Referências

UpToDate 2024; Micromedex 2024; ESC IC Guidelines

Perguntas Frequentes

Pode tomar Espironolactona com Suplemento de Potássio?

A combinação de Espironolactona com Suplemento de Potássio apresenta interação de gravidade grave. Hipercalemia potencialmente fatal: ondas T em tenda, alargamento QRS, FV, assistolia. GERALMENTE CONTRAINDICADO. Suspender suplemento de K+ ao iniciar espironolactona. Dieta pobre em K+.

Espironolactona e Suplemento de Potássio interagem?

Sim, Espironolactona e Suplemento de Potássio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve espironolactona retém k+ bloqueando aldosterona. suplemento adiciona k+ exógeno. efeito hipercalêmico aditivo direto.. A conduta recomendada é: geralmente contraindicado. suspender suplemento de k+ ao iniciar espironolactona. dieta pobre em k+..

Qual o risco de Espironolactona com Suplemento de Potássio?

O risco da associação Espironolactona + Suplemento de Potássio é classificado como GRAVE. Hipercalemia potencialmente fatal: ondas T em tenda, alargamento QRS, FV, assistolia. Monitorar: k+ sérico em 3-7 dias após início de espironolactona. ecg se k+ > 5.5..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Revisada por equipe farmaceutica — Tier A

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