Espironolactona + Enalapril

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Revisada por equipe farmaceutica

O que acontece

Hipercalemia grave (K+ > 6.0 mEq/L): fraqueza muscular, ondas T apiculadas, arritmia ventricular, parada cardíaca.

Mecanismo

Espironolactona bloqueia aldosterona (retém K+). IECAs reduzem aldosterona indiretamente. Efeito hipercalêmico sinérgico, especialmente em DRC.

📋Conduta Clinica

Associação é indicada em IC (RALES trial), mas com K+ < 5.0 e creatinina < 2.5 mg/dL. Espironolactona ≤25mg. Monitorar K+ em 3-7 dias.

🔍O que monitorar

K+ sérico em 3, 7, 30 dias e depois trimestral. Creatinina. ECG se K+ > 5.5.

Alternativas

Se IC: manter com monitoramento rigoroso (benefício mortalidade comprovado). Evitar em DRC estágio 4-5.

📚Referências

RALES Trial (NEJM 1999); ESC IC Guidelines 2023; UpToDate 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Espironolactona com Enalapril?

A combinação de Espironolactona com Enalapril apresenta interação de gravidade grave. Hipercalemia grave (K+ > 6.0 mEq/L): fraqueza muscular, ondas T apiculadas, arritmia ventricular, parada cardíaca. Associação é indicada em IC (RALES trial), mas com K+ < 5.0 e creatinina < 2.5 mg/dL. Espironolactona ≤25mg. Monitorar K+ em 3-7 dias.

Espironolactona e Enalapril interagem?

Sim, Espironolactona e Enalapril possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve espironolactona bloqueia aldosterona (retém k+). iecas reduzem aldosterona indiretamente. efeito hipercalêmico sinérgico, especialmente em drc.. A conduta recomendada é: associação é indicada em ic (rales trial), mas com k+ < 5.0 e creatinina < 2.5 mg/dl. espironolactona ≤25mg. monitorar k+ em 3-7 dias..

Qual o risco de Espironolactona com Enalapril?

O risco da associação Espironolactona + Enalapril é classificado como GRAVE. Hipercalemia grave (K+ > 6.0 mEq/L): fraqueza muscular, ondas T apiculadas, arritmia ventricular, parada cardíaca. Monitorar: k+ sérico em 3, 7, 30 dias e depois trimestral. creatinina. ecg se k+ > 5.5..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Revisada por equipe farmaceutica — Tier A

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