Escitalopram + Sertralina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento do QTc com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. Estudos observacionais mostram aumento médio de QTc de 5-15 ms com ISRS em monoterapia; a combinação pode exceder o limiar de segurança (> 500 ms ou Δ > 60 ms). O risco absoluto de TdP é baixo, mas clinicamente significativo em populações vulneráveis.

Mecanismo

Escitalopram: risco condicional de TdP pelo CredibleMeds; Sertralina: risco condicional. Ambos bloqueiam canais hERG (IKr), inibindo a corrente de potássio responsável pela repolarização ventricular. O escitalopram tem IC50 para bloqueio de hERG de aproximadamente 2,6 μM, enquanto a sertralina tem IC50 ≈ 3,0 μM. Em concentrações terapêuticas, o efeito individual é modesto, mas a combinação pode resultar em prolongamento aditivo do QTc, especialmente em pacientes com fatores de risco (idade > 65 anos, sexo feminino, hipocalemia, bradicardia, insuficiência cardíaca).

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração, especialmente em pacientes com fatores de risco para QT longo. Se a associação for inevitável (ex.: transição de tratamento), realizar ECG basal e após 1-2 semanas. Corrigir K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL antes do início. Usar as menores doses eficazes. Suspender se QTc > 500 ms ou sintomas de arritmia. Evitar outros fármacos que prolongam QT (ex.: macrolídeos, quinolonas, antiarrítmicos classe III).

🔍O que monitorar

ECG com QTc (fórmula de Fridericia preferencialmente) antes do início, 1-2 semanas após e a cada 3-6 meses. Monitorar eletrólitos (K+, Mg2+) no mesmo intervalo. Questionar ativamente sobre palpitações, síncope, tontura. Em pacientes com cardiopatia, considerar Holter 24h se sintomas sugestivos.

Alternativas

Substituir um dos fármacos por antidepressivo sem efeito no QT (ex.: bupropiona, mirtazapina, agomelatina). Se ambos forem necessários para indicações distintas, considerar sertralina em dose baixa (≤ 100 mg/dia) com monitoramento intensivo, mas preferir não combinar.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Beach et al., 2018 (meta-análise de ISRS e QT)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Escitalopram com Sertralina?

A combinação de Escitalopram com Sertralina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. Estudos observacionais mostram aumento médio de QTc de 5-15 ms com ISRS em monoterapia; a combinação pode exceder o limiar de segurança (> 500 ms ou Δ > 60 ms). O risco absoluto de TdP é baixo, mas clinicamente significativo em populações vulneráveis. Evitar a coadministração, especialmente em pacientes com fatores de risco para QT longo. Se a associação for inevitável (ex.: transição de tratamento), realizar ECG basal e após 1-2 semanas. Corrigir K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL antes do início. Usar as menores doses eficazes. Suspender se QTc > 500 ms ou sintomas de arritmia. Evitar outros fármacos que prolongam QT (ex.: macrolídeos, quinolonas, antiarrítmicos classe III).

Escitalopram e Sertralina interagem?

Sim, Escitalopram e Sertralina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve escitalopram: risco condicional de tdp pelo crediblemeds; sertralina: risco condicional. ambos bloqueiam canais herg (ikr), inibindo a corrente de potássio responsável pela repolarização ventricular. o escitalopram tem ic50 para bloqueio de herg de aproximadamente 2,6 μm, enquanto a sertralina tem ic50 ≈ 3,0 μm. em concentrações terapêuticas, o efeito individual é modesto, mas a combinação pode resultar em prolongamento aditivo do qtc, especialmente em pacientes com fatores de risco (idade > 65 anos, sexo feminino, hipocalemia, bradicardia, insuficiência cardíaca).. A conduta recomendada é: evitar a coadministração, especialmente em pacientes com fatores de risco para qt longo. se a associação for inevitável (ex.: transição de tratamento), realizar ecg basal e após 1-2 semanas. corrigir k+ ≥ 4,0 meq/l e mg2+ ≥ 2,0 mg/dl antes do início. usar as menores doses eficazes. suspender se qtc > 500 ms ou sintomas de arritmia. evitar outros fármacos que prolongam qt (ex.: macrolídeos, quinolonas, antiarrítmicos classe iii)..

Qual o risco de Escitalopram com Sertralina?

O risco da associação Escitalopram + Sertralina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. Estudos observacionais mostram aumento médio de QTc de 5-15 ms com ISRS em monoterapia; a combinação pode exceder o limiar de segurança (> 500 ms ou Δ > 60 ms). O risco absoluto de TdP é baixo, mas clinicamente significativo em populações vulneráveis. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia preferencialmente) antes do início, 1-2 semanas após e a cada 3-6 meses. monitorar eletrólitos (k+, mg2+) no mesmo intervalo. questionar ativamente sobre palpitações, síncope, tontura. em pacientes com cardiopatia, considerar holter 24h se sintomas sugestivos..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.