Escitalopram + Paroxetina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc, podendo atingir níveis críticos (> 500 ms). Relatos de caso associam paroxetina a TdP em monoterapia; o risco é potencializado com escitalopram. Manifestações: palpitações, síncope, convulsões (por hipoperfusão cerebral), morte súbita.

Mecanismo

Escitalopram: risco condicional de TdP (CredibleMeds); Paroxetina: risco condicional. Ambos inibem canais hERG (IKr). Paroxetina tem IC50 ≈ 4,5 μM para bloqueio de hERG, escitalopram ≈ 2,6 μM. A paroxetina também possui efeito anticolinérgico, que pode aumentar a FC e mascarar bradicardia, mas não reduz o risco de QT. A combinação resulta em efeito aditivo no prolongamento da repolarização, com risco aumentado em mulheres, idosos e pacientes com síndrome do QT longo congênito.

📋Conduta Clinica

Evitar a coadministração. Se essencial, realizar ECG basal e semanal no primeiro mês. Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. Iniciar com doses baixas (escitalopram 5 mg/dia, paroxetina 10 mg/dia) e titular lentamente. Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms. Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores de CYP2D6 (paroxetina é inibidora potente, mas isso não afeta diretamente o QT).

🔍O que monitorar

ECG com QTc (Fridericia) basal, semanal por 4 semanas, depois mensal por 3 meses e a cada 3-6 meses. Eletrólitos (K+, Mg2+) na mesma frequência. Holter 24h se sintomas arrítmicos intermitentes. Educação do paciente sobre sinais de alarme.

Alternativas

Substituir paroxetina por ISRS com menor risco QT (citalopram tem risco conhecido, evitar; sertralina risco condicional, mas menor) ou usar antidepressivo não serotoninérgico sem efeito QT (bupropiona, mirtazapina). Se a paroxetina for para ansiedade, considerar buspirona ou pregabalina.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication sobre citalopram/escitalopram e QT

Perguntas Frequentes

Pode tomar Escitalopram com Paroxetina?

A combinação de Escitalopram com Paroxetina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc, podendo atingir níveis críticos (> 500 ms). Relatos de caso associam paroxetina a TdP em monoterapia; o risco é potencializado com escitalopram. Manifestações: palpitações, síncope, convulsões (por hipoperfusão cerebral), morte súbita. Evitar a coadministração. Se essencial, realizar ECG basal e semanal no primeiro mês. Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. Iniciar com doses baixas (escitalopram 5 mg/dia, paroxetina 10 mg/dia) e titular lentamente. Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms. Evitar outros fármacos que prolongam QT ou inibidores de CYP2D6 (paroxetina é inibidora potente, mas isso não afeta diretamente o QT).

Escitalopram e Paroxetina interagem?

Sim, Escitalopram e Paroxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve escitalopram: risco condicional de tdp (crediblemeds); paroxetina: risco condicional. ambos inibem canais herg (ikr). paroxetina tem ic50 ≈ 4,5 μm para bloqueio de herg, escitalopram ≈ 2,6 μm. a paroxetina também possui efeito anticolinérgico, que pode aumentar a fc e mascarar bradicardia, mas não reduz o risco de qt. a combinação resulta em efeito aditivo no prolongamento da repolarização, com risco aumentado em mulheres, idosos e pacientes com síndrome do qt longo congênito.. A conduta recomendada é: evitar a coadministração. se essencial, realizar ecg basal e semanal no primeiro mês. manter k+ ≥ 4,0 meq/l e mg2+ ≥ 2,0 mg/dl. iniciar com doses baixas (escitalopram 5 mg/dia, paroxetina 10 mg/dia) e titular lentamente. suspender se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms. evitar outros fármacos que prolongam qt ou inibidores de cyp2d6 (paroxetina é inibidora potente, mas isso não afeta diretamente o qt)..

Qual o risco de Escitalopram com Paroxetina?

O risco da associação Escitalopram + Paroxetina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc, podendo atingir níveis críticos (> 500 ms). Relatos de caso associam paroxetina a TdP em monoterapia; o risco é potencializado com escitalopram. Manifestações: palpitações, síncope, convulsões (por hipoperfusão cerebral), morte súbita. Monitorar: ecg com qtc (fridericia) basal, semanal por 4 semanas, depois mensal por 3 meses e a cada 3-6 meses. eletrólitos (k+, mg2+) na mesma frequência. holter 24h se sintomas arrítmicos intermitentes. educação do paciente sobre sinais de alarme..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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