Escitalopram + Ondansetrona
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes e morte súbita. Incidência de TdP com ondansetrona isolada é baixa (<0,1%), mas aumenta com coadministração. Fatores de risco: hipocalemia, hipomagnesemia (comuns por vômitos/diarreia), bradicardia, sexo feminino, idade >65 anos.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais hERG (IKr). Escitalopram prolonga QTc em média 4-5 ms. Ondansetrona inibe hERG com IC50 ~1-5 μM, prolongando QTc em média 10-20 ms, com efeito dose-dependente e mais pronunciado em administração IV rápida (risco de pico de concentração). A FDA emitiu alerta em 2012 sobre risco de TdP com ondansetrona IV, especialmente em doses >16 mg. O efeito aditivo é clinicamente significativo, especialmente em pacientes com fatores de risco (distúrbios eletrolíticos por vômitos, uso de quimioterapia cardiotóxica).
📋Conduta Clinica
Evitar associação se possível. Se indispensável (ex.: náusea em paciente com depressão): 1) ECG basal e calcular QTc; 2) Usar ondansetrona na menor dose eficaz (4-8 mg VO, máximo 8 mg/dose; evitar IV se possível, se IV: infusão lenta em 15 min, dose máxima 8 mg); 3) Iniciar escitalopram 5 mg/dia; 4) Corrigir eletrólitos: K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL (suplementar se vômitos); 5) Reavaliar ECG após 1-2 dias se uso agudo, ou semanal se crônico; 6) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas.
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal, após 1-2 dias (se uso agudo), e semanal se uso contínuo. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) basais e a cada 2-3 dias se vômitos. Monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope). Em pacientes de alto risco, considerar monitorização cardíaca contínua durante administração IV.
↺Alternativas
Substituir escitalopram por sertralina ou mirtazapina. Para antiemese, usar alternativas sem efeito QT: metoclopramida (risco de discinesia), domperidona (também prolonga QT, evitar), aprepitanto (sem efeito QT), ou anti-histamínicos como dimenidrinato (sem efeito QT significativo).
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication: Ondansetron (2012); GlaxoSmithKline. Ondansetron prescribing information. 2023.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Escitalopram com Ondansetrona?
A combinação de Escitalopram com Ondansetrona apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes e morte súbita. Incidência de TdP com ondansetrona isolada é baixa (<0,1%), mas aumenta com coadministração. Fatores de risco: hipocalemia, hipomagnesemia (comuns por vômitos/diarreia), bradicardia, sexo feminino, idade >65 anos. Evitar associação se possível. Se indispensável (ex.: náusea em paciente com depressão): 1) ECG basal e calcular QTc; 2) Usar ondansetrona na menor dose eficaz (4-8 mg VO, máximo 8 mg/dose; evitar IV se possível, se IV: infusão lenta em 15 min, dose máxima 8 mg); 3) Iniciar escitalopram 5 mg/dia; 4) Corrigir eletrólitos: K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL (suplementar se vômitos); 5) Reavaliar ECG após 1-2 dias se uso agudo, ou semanal se crônico; 6) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas.
Escitalopram e Ondansetrona interagem?
Sim, Escitalopram e Ondansetrona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais herg (ikr). escitalopram prolonga qtc em média 4-5 ms. ondansetrona inibe herg com ic50 ~1-5 μm, prolongando qtc em média 10-20 ms, com efeito dose-dependente e mais pronunciado em administração iv rápida (risco de pico de concentração). a fda emitiu alerta em 2012 sobre risco de tdp com ondansetrona iv, especialmente em doses >16 mg. o efeito aditivo é clinicamente significativo, especialmente em pacientes com fatores de risco (distúrbios eletrolíticos por vômitos, uso de quimioterapia cardiotóxica).. A conduta recomendada é: evitar associação se possível. se indispensável (ex.: náusea em paciente com depressão): 1) ecg basal e calcular qtc; 2) usar ondansetrona na menor dose eficaz (4-8 mg vo, máximo 8 mg/dose; evitar iv se possível, se iv: infusão lenta em 15 min, dose máxima 8 mg); 3) iniciar escitalopram 5 mg/dia; 4) corrigir eletrólitos: k+ >4,0 meq/l, mg2+ >2,0 mg/dl (suplementar se vômitos); 5) reavaliar ecg após 1-2 dias se uso agudo, ou semanal se crônico; 6) suspender se qtc >500 ms ou sintomas..
Qual o risco de Escitalopram com Ondansetrona?
O risco da associação Escitalopram + Ondansetrona é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms, com risco de torsades de pointes e morte súbita. Incidência de TdP com ondansetrona isolada é baixa (<0,1%), mas aumenta com coadministração. Fatores de risco: hipocalemia, hipomagnesemia (comuns por vômitos/diarreia), bradicardia, sexo feminino, idade >65 anos. Monitorar: ecg com qtc basal, após 1-2 dias (se uso agudo), e semanal se uso contínuo. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) basais e a cada 2-3 dias se vômitos. monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope). em pacientes de alto risco, considerar monitorização cardíaca contínua durante administração iv..
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Atualizado em junho/2026
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