Escitalopram + Metadona

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Incidência de TdP com metadona isolada é de 0,1-0,3%, mas aumenta significativamente com coadministração de outros agentes prolongadores de QT. Fatores de risco adicionais: sexo feminino, idade >65 anos, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia estrutural.

Mecanismo

Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio hERG (IKr), retardando a repolarização ventricular. Escitalopram causa prolongamento dose-dependente (média de 4-5 ms em doses terapêuticas, podendo exceder 15 ms em superdose). Metadona inibe hERG com IC50 ~3-10 μM, prolongando QTc em média 10-20 ms, com efeito mais pronunciado em doses >100 mg/dia. O efeito aditivo na repolarização aumenta exponencialmente o risco de arritmias ventriculares.

📋Conduta Clinica

Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex.: dor crônica em paciente com depressão refratária): 1) Realizar ECG basal e calcular QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham); 2) Iniciar com doses mínimas (escitalopram 5 mg/dia, metadona 10-20 mg/dia); 3) Manter K+ sérico >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL (suplementar se necessário); 4) Reavaliar ECG após 1-2 semanas e a cada aumento de dose; 5) Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou sintomas de arritmia (síncope, palpitações).

🔍O que monitorar

ECG com QTc antes do início, após 1-2 semanas, e mensalmente nos primeiros 3 meses, depois a cada 3-6 meses. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) na linha de base e semanalmente no primeiro mês. Monitorar sinais de arritmia: palpitações, síncope, tontura. Em pacientes com risco elevado, considerar Holter 24h.

Alternativas

Substituir escitalopram por sertralina (menor efeito QT) ou mirtazapina (sem efeito QT significativo). Para metadona, considerar buprenorfina (menor prolongamento QT) ou outros analgésicos não opioides. Consultar lista CredibleMeds para alternativas sem risco de TdP.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication: Methadone (2006); Tisdale JE et al. J Am Coll Cardiol. 2020;76(24):2839-2850.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Escitalopram com Metadona?

A combinação de Escitalopram com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Incidência de TdP com metadona isolada é de 0,1-0,3%, mas aumenta significativamente com coadministração de outros agentes prolongadores de QT. Fatores de risco adicionais: sexo feminino, idade >65 anos, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia estrutural. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex.: dor crônica em paciente com depressão refratária): 1) Realizar ECG basal e calcular QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham); 2) Iniciar com doses mínimas (escitalopram 5 mg/dia, metadona 10-20 mg/dia); 3) Manter K+ sérico >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL (suplementar se necessário); 4) Reavaliar ECG após 1-2 semanas e a cada aumento de dose; 5) Suspender imediatamente se QTc >500 ms ou sintomas de arritmia (síncope, palpitações).

Escitalopram e Metadona interagem?

Sim, Escitalopram e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio herg (ikr), retardando a repolarização ventricular. escitalopram causa prolongamento dose-dependente (média de 4-5 ms em doses terapêuticas, podendo exceder 15 ms em superdose). metadona inibe herg com ic50 ~3-10 μm, prolongando qtc em média 10-20 ms, com efeito mais pronunciado em doses >100 mg/dia. o efeito aditivo na repolarização aumenta exponencialmente o risco de arritmias ventriculares.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável (ex.: dor crônica em paciente com depressão refratária): 1) realizar ecg basal e calcular qtc (fórmula de fridericia ou framingham); 2) iniciar com doses mínimas (escitalopram 5 mg/dia, metadona 10-20 mg/dia); 3) manter k+ sérico >4,0 meq/l e mg2+ >2,0 mg/dl (suplementar se necessário); 4) reavaliar ecg após 1-2 semanas e a cada aumento de dose; 5) suspender imediatamente se qtc >500 ms ou sintomas de arritmia (síncope, palpitações)..

Qual o risco de Escitalopram com Metadona?

O risco da associação Escitalopram + Metadona é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Incidência de TdP com metadona isolada é de 0,1-0,3%, mas aumenta significativamente com coadministração de outros agentes prolongadores de QT. Fatores de risco adicionais: sexo feminino, idade >65 anos, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia estrutural. Monitorar: ecg com qtc antes do início, após 1-2 semanas, e mensalmente nos primeiros 3 meses, depois a cada 3-6 meses. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) na linha de base e semanalmente no primeiro mês. monitorar sinais de arritmia: palpitações, síncope, tontura. em pacientes com risco elevado, considerar holter 24h..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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