Escitalopram + Fluoxetina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do intervalo QTc, podendo exceder 500 ms ou aumentar > 60 ms do basal, com risco significativo de Torsades de Pointes, taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia estrutural, síndrome do QT longo congênito).

Mecanismo

Ambos os fármacos são listados pelo CredibleMeds como tendo risco conhecido de Torsades de Pointes (TdP). Escitalopram: risco condicional; Fluoxetina: risco conhecido. Ambos bloqueiam os canais de potássio hERG (IKr), responsáveis pela corrente retificadora rápida de potássio, atrasando a repolarização ventricular (fase 3 do potencial de ação). O efeito aditivo no prolongamento do intervalo QTc é bem documentado, com aumento do risco de arritmias ventriculares quando QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se a coadministração for considerada essencial após avaliação risco-benefício: 1) Realizar ECG basal para medir QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter K+ sérico ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL; 3) Iniciar com as menores doses eficazes de cada fármaco; 4) Evitar outros medicamentos que prolongam QT ou inibidores do metabolismo; 5) Reavaliar ECG após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose. Suspender imediatamente se QTc > 500 ms ou sinais de arritmia.

🔍O que monitorar

ECG com medição do QTc antes do tratamento, 1-2 semanas após início ou aumento de dose e, posteriormente, a cada 3-6 meses. Monitorar eletrólitos séricos (K+, Mg2+, Ca2+) na mesma frequência. Vigilância clínica para sintomas de arritmia: palpitações, síncope, pré-síncope, tontura. Em pacientes com risco elevado, considerar monitorização ambulatorial de ECG (Holter) se sintomas intermitentes.

Alternativas

Substituir um dos fármacos por um antidepressivo com menor risco de prolongamento QT, conforme classificação do CredibleMeds (ex.: sertralina tem risco condicional, mas menor que fluoxetina; bupropiona ou mirtazapina não têm risco conhecido). A escolha deve considerar a indicação clínica e o perfil do paciente.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Diretrizes ACC/AHA sobre avaliação de QT

Perguntas Frequentes

Pode tomar Escitalopram com Fluoxetina?

A combinação de Escitalopram com Fluoxetina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do intervalo QTc, podendo exceder 500 ms ou aumentar > 60 ms do basal, com risco significativo de Torsades de Pointes, taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia estrutural, síndrome do QT longo congênito). Evitar a associação sempre que possível. Se a coadministração for considerada essencial após avaliação risco-benefício: 1) Realizar ECG basal para medir QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett); 2) Corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter K+ sérico ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL; 3) Iniciar com as menores doses eficazes de cada fármaco; 4) Evitar outros medicamentos que prolongam QT ou inibidores do metabolismo; 5) Reavaliar ECG após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose. Suspender imediatamente se QTc > 500 ms ou sinais de arritmia.

Escitalopram e Fluoxetina interagem?

Sim, Escitalopram e Fluoxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos são listados pelo crediblemeds como tendo risco conhecido de torsades de pointes (tdp). escitalopram: risco condicional; fluoxetina: risco conhecido. ambos bloqueiam os canais de potássio herg (ikr), responsáveis pela corrente retificadora rápida de potássio, atrasando a repolarização ventricular (fase 3 do potencial de ação). o efeito aditivo no prolongamento do intervalo qtc é bem documentado, com aumento do risco de arritmias ventriculares quando qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se a coadministração for considerada essencial após avaliação risco-benefício: 1) realizar ecg basal para medir qtc (fórmula de fridericia ou bazett); 2) corrigir distúrbios eletrolíticos antes do início: manter k+ sérico ≥ 4,0 meq/l e mg2+ ≥ 2,0 mg/dl; 3) iniciar com as menores doses eficazes de cada fármaco; 4) evitar outros medicamentos que prolongam qt ou inibidores do metabolismo; 5) reavaliar ecg após 1-2 semanas do início ou ajuste de dose. suspender imediatamente se qtc > 500 ms ou sinais de arritmia..

Qual o risco de Escitalopram com Fluoxetina?

O risco da associação Escitalopram + Fluoxetina é classificado como GRAVE. Prolongamento do intervalo QTc, podendo exceder 500 ms ou aumentar > 60 ms do basal, com risco significativo de Torsades de Pointes, taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, cardiopatia estrutural, síndrome do QT longo congênito). Monitorar: ecg com medição do qtc antes do tratamento, 1-2 semanas após início ou aumento de dose e, posteriormente, a cada 3-6 meses. monitorar eletrólitos séricos (k+, mg2+, ca2+) na mesma frequência. vigilância clínica para sintomas de arritmia: palpitações, síncope, pré-síncope, tontura. em pacientes com risco elevado, considerar monitorização ambulatorial de ecg (holter) se sintomas intermitentes..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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