Erlotinibe + Tacrolimus
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. O risco é maior em pacientes transplantados, que frequentemente têm distúrbios eletrolíticos e uso de outros fármacos prolongadores de QT.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG). O tacrolimus inibe IKr com IC50 ~10-30 μM, e o erlotinibe com IC50 ~1-10 μM. Além disso, o tacrolimus é substrato e inibidor fraco da CYP3A4, e o erlotinibe é substrato da CYP3A4. A coadministração pode levar a aumento das concentrações de ambos os fármacos, exacerbando o prolongamento do QT. O efeito aditivo no bloqueio de canais e a interação farmacocinética criam um risco sinérgico.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável (ex.: paciente transplantado com câncer de pulmão), monitorar níveis de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL) e ajustar dose conforme necessário. ECG basal e a cada 48-72h. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Se QTc > 500 ms, suspender erlotinibe ou substituir tacrolimus por ciclosporina (menor risco de QT, mas ainda com cautela).
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal, após 48-72h e semanalmente. Eletrólitos a cada 48-72h. Níveis de tacrolimus semanalmente. Monitorar função renal e hepática.
↺Alternativas
Substituir tacrolimus por ciclosporina (menor risco de QT) ou erlotinibe por gefitinibe (sem risco de QT).
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication 2023; American Journal of Transplantation 2023
Perguntas Frequentes
Pode tomar Erlotinibe com Tacrolimus?
A combinação de Erlotinibe com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. O risco é maior em pacientes transplantados, que frequentemente têm distúrbios eletrolíticos e uso de outros fármacos prolongadores de QT. Evitar a associação. Se indispensável (ex.: paciente transplantado com câncer de pulmão), monitorar níveis de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/mL) e ajustar dose conforme necessário. ECG basal e a cada 48-72h. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Se QTc > 500 ms, suspender erlotinibe ou substituir tacrolimus por ciclosporina (menor risco de QT, mas ainda com cautela).
Erlotinibe e Tacrolimus interagem?
Sim, Erlotinibe e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais ikr (herg). o tacrolimus inibe ikr com ic50 ~10-30 μm, e o erlotinibe com ic50 ~1-10 μm. além disso, o tacrolimus é substrato e inibidor fraco da cyp3a4, e o erlotinibe é substrato da cyp3a4. a coadministração pode levar a aumento das concentrações de ambos os fármacos, exacerbando o prolongamento do qt. o efeito aditivo no bloqueio de canais e a interação farmacocinética criam um risco sinérgico.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável (ex.: paciente transplantado com câncer de pulmão), monitorar níveis de tacrolimus (alvo: 5-15 ng/ml) e ajustar dose conforme necessário. ecg basal e a cada 48-72h. manter k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl. se qtc > 500 ms, suspender erlotinibe ou substituir tacrolimus por ciclosporina (menor risco de qt, mas ainda com cautela)..
Qual o risco de Erlotinibe com Tacrolimus?
O risco da associação Erlotinibe + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. O risco é maior em pacientes transplantados, que frequentemente têm distúrbios eletrolíticos e uso de outros fármacos prolongadores de QT. Monitorar: ecg com qtc basal, após 48-72h e semanalmente. eletrólitos a cada 48-72h. níveis de tacrolimus semanalmente. monitorar função renal e hepática..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.