Erlotinibe + Metadona
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco elevado de Torsades de Pointes e morte súbita. A metadona isoladamente já está associada a TdP, e a adição de erlotinibe potencializa esse risco.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG). A metadona é um potente inibidor de IKr (IC50 ~1-10 μM), e o erlotinibe também inibe IKr (IC50 ~1-10 μM). A metadona é um fármaco de alto risco para TdP, especialmente em doses > 100 mg/dia. A combinação resulta em efeito aditivo significativo, com risco aumentado em pacientes com fatores de risco como hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, uso concomitante de outros prolongadores de QT, e metabolismo lento da metadona (CYP2B6 lento).
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se a metadona for indispensável (ex.: tratamento de dependência de opioides), realizar ECG basal e semanalmente. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Considerar reduzir a dose da metadona ou dividir a dose diária. Se QTc > 500 ms, suspender erlotinibe ou substituir metadona por buprenorfina (menor risco de QT).
🔍O que monitorar
ECG com QTc basal, semanalmente no primeiro mês e depois mensalmente. Eletrólitos a cada 1-2 semanas. Monitorar sinais de arritmia e níveis de metadona (se disponível).
↺Alternativas
Substituir metadona por buprenorfina (risco muito menor de QT) ou erlotinibe por gefitinibe (sem risco de QT).
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication 2023; Clinical Pharmacogenetics Implementation Consortium (CPIC) 2024
Perguntas Frequentes
Pode tomar Erlotinibe com Metadona?
A combinação de Erlotinibe com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco elevado de Torsades de Pointes e morte súbita. A metadona isoladamente já está associada a TdP, e a adição de erlotinibe potencializa esse risco. Evitar a associação. Se a metadona for indispensável (ex.: tratamento de dependência de opioides), realizar ECG basal e semanalmente. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Considerar reduzir a dose da metadona ou dividir a dose diária. Se QTc > 500 ms, suspender erlotinibe ou substituir metadona por buprenorfina (menor risco de QT).
Erlotinibe e Metadona interagem?
Sim, Erlotinibe e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais ikr (herg). a metadona é um potente inibidor de ikr (ic50 ~1-10 μm), e o erlotinibe também inibe ikr (ic50 ~1-10 μm). a metadona é um fármaco de alto risco para tdp, especialmente em doses > 100 mg/dia. a combinação resulta em efeito aditivo significativo, com risco aumentado em pacientes com fatores de risco como hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia, uso concomitante de outros prolongadores de qt, e metabolismo lento da metadona (cyp2b6 lento).. A conduta recomendada é: evitar a associação. se a metadona for indispensável (ex.: tratamento de dependência de opioides), realizar ecg basal e semanalmente. manter k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl. considerar reduzir a dose da metadona ou dividir a dose diária. se qtc > 500 ms, suspender erlotinibe ou substituir metadona por buprenorfina (menor risco de qt)..
Qual o risco de Erlotinibe com Metadona?
O risco da associação Erlotinibe + Metadona é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco elevado de Torsades de Pointes e morte súbita. A metadona isoladamente já está associada a TdP, e a adição de erlotinibe potencializa esse risco. Monitorar: ecg com qtc basal, semanalmente no primeiro mês e depois mensalmente. eletrólitos a cada 1-2 semanas. monitorar sinais de arritmia e níveis de metadona (se disponível)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.