Erlotinibe + Imatinibe

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. O risco é maior em pacientes com leucemia mieloide crônica ou tumores estromais gastrointestinais, que podem ter comorbidades cardíacas.

Mecanismo

Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG). O imatinibe inibe IKr com IC50 ~10-30 μM, e o erlotinibe com IC50 ~1-10 μM. Além disso, o imatinibe é um inibidor moderado da CYP3A4 (IC50 ~1-5 μM), principal via de metabolismo do erlotinibe, o que pode aumentar as concentrações plasmáticas do erlotinibe em 1,5-2 vezes. O efeito aditivo no bloqueio de canais e o aumento da exposição ao erlotinibe criam um risco sinérgico de cardiotoxicidade.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se indispensável (ex.: paciente com LMC e câncer de pulmão), considerar reduzir a dose do erlotinibe em 25-50% (ex.: de 150 mg para 100 mg/dia) e monitorar rigorosamente. ECG basal e a cada 48-72h. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Se QTc > 500 ms, suspender erlotinibe ou imatinibe.

🔍O que monitorar

ECG com QTc basal, após 48-72h e semanalmente. Eletrólitos a cada 48-72h. Monitorar concentrações plasmáticas de erlotinibe se disponível. Monitorar sinais de toxicidade do erlotinibe.

Alternativas

Substituir imatinibe por dasatinibe ou nilotinibe (ambos também prolongam QT, então não são ideais) ou erlotinibe por gefitinibe (sem risco de QT).

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication 2023; NCCN Guidelines 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Erlotinibe com Imatinibe?

A combinação de Erlotinibe com Imatinibe apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. O risco é maior em pacientes com leucemia mieloide crônica ou tumores estromais gastrointestinais, que podem ter comorbidades cardíacas. Evitar a associação. Se indispensável (ex.: paciente com LMC e câncer de pulmão), considerar reduzir a dose do erlotinibe em 25-50% (ex.: de 150 mg para 100 mg/dia) e monitorar rigorosamente. ECG basal e a cada 48-72h. Manter K+ > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL. Se QTc > 500 ms, suspender erlotinibe ou imatinibe.

Erlotinibe e Imatinibe interagem?

Sim, Erlotinibe e Imatinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais ikr (herg). o imatinibe inibe ikr com ic50 ~10-30 μm, e o erlotinibe com ic50 ~1-10 μm. além disso, o imatinibe é um inibidor moderado da cyp3a4 (ic50 ~1-5 μm), principal via de metabolismo do erlotinibe, o que pode aumentar as concentrações plasmáticas do erlotinibe em 1,5-2 vezes. o efeito aditivo no bloqueio de canais e o aumento da exposição ao erlotinibe criam um risco sinérgico de cardiotoxicidade.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável (ex.: paciente com lmc e câncer de pulmão), considerar reduzir a dose do erlotinibe em 25-50% (ex.: de 150 mg para 100 mg/dia) e monitorar rigorosamente. ecg basal e a cada 48-72h. manter k+ > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl. se qtc > 500 ms, suspender erlotinibe ou imatinibe..

Qual o risco de Erlotinibe com Imatinibe?

O risco da associação Erlotinibe + Imatinibe é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de Torsades de Pointes e morte súbita. O risco é maior em pacientes com leucemia mieloide crônica ou tumores estromais gastrointestinais, que podem ter comorbidades cardíacas. Monitorar: ecg com qtc basal, após 48-72h e semanalmente. eletrólitos a cada 48-72h. monitorar concentrações plasmáticas de erlotinibe se disponível. monitorar sinais de toxicidade do erlotinibe..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.