Eritromicina + Tacrolimus

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc, frequentemente >500 ms, com risco de taquicardia ventricular polimórfica (torsades de pointes), que pode degenerar em fibrilação ventricular e morte súbita cardíaca. O risco é particularmente alto em pacientes com fatores de risco adicionais.

Mecanismo

Ambos os fármacos prolongam o intervalo QT por inibição do canal de potássio hERG (IKr), retardando a repolarização ventricular. A eritromicina é um bloqueador de hERG de potência moderada (IC50 ~30-100 μM), enquanto o tacrolimus tem efeito mais fraco, mas documentado. O efeito é aditivo e pode ser exacerbado por fatores como bradicardia, distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia), sexo feminino, idade avançada e cardiopatia estrutural. O risco de torsades de pointes é maior com eritromicina intravenosa (altas concentrações) e em pacientes com QTc basal prolongado.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se a coadministração for inevitável: realizar ECG basal antes do início e repetir após 24-48 horas. Manter potássio sérico ≥4,0 mEq/L e magnésio sérico ≥2,0 mg/dL (corrigir se necessário). Se QTc aumentar >60 ms do basal ou exceder 500 ms, suspender um dos fármacos imediatamente. Evitar eritromicina intravenosa; preferir via oral se o uso for essencial. Revisar e suspender outros fármacos que prolongam QT.

🔍O que monitorar

ECG com medição do QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett) no início, após 24-48h e depois semanalmente. Eletrólitos séricos (K+, Mg2+, Ca2+) diariamente durante a coadministração. Monitoramento cardíaco contínuo (telemetria) se QTc >500 ms ou se houver sintomas (síncope, palpitações).

Alternativas

Substituir a eritromicina por um antibiótico sem efeito no QT, como azitromicina (risco muito baixo, mas ainda listado em CredibleMeds como risco condicional) ou doxiciclina. Para o tacrolimus, considerar ciclosporina (menor risco de prolongamento QT) ou everolimus (risco incerto, mas menor que tacrolimus). Consultar CredibleMeds para alternativas seguras.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024 (Eritromicina: risco conhecido; Tacrolimus: risco possível); Micromedex 2024; Diretrizes de manejo de QT prolongado (AHA/ACC).

Perguntas Frequentes

Pode tomar Eritromicina com Tacrolimus?

A combinação de Eritromicina com Tacrolimus apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc, frequentemente >500 ms, com risco de taquicardia ventricular polimórfica (torsades de pointes), que pode degenerar em fibrilação ventricular e morte súbita cardíaca. O risco é particularmente alto em pacientes com fatores de risco adicionais. Evitar a associação sempre que possível. Se a coadministração for inevitável: realizar ECG basal antes do início e repetir após 24-48 horas. Manter potássio sérico ≥4,0 mEq/L e magnésio sérico ≥2,0 mg/dL (corrigir se necessário). Se QTc aumentar >60 ms do basal ou exceder 500 ms, suspender um dos fármacos imediatamente. Evitar eritromicina intravenosa; preferir via oral se o uso for essencial. Revisar e suspender outros fármacos que prolongam QT.

Eritromicina e Tacrolimus interagem?

Sim, Eritromicina e Tacrolimus possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos prolongam o intervalo qt por inibição do canal de potássio herg (ikr), retardando a repolarização ventricular. a eritromicina é um bloqueador de herg de potência moderada (ic50 ~30-100 μm), enquanto o tacrolimus tem efeito mais fraco, mas documentado. o efeito é aditivo e pode ser exacerbado por fatores como bradicardia, distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia), sexo feminino, idade avançada e cardiopatia estrutural. o risco de torsades de pointes é maior com eritromicina intravenosa (altas concentrações) e em pacientes com qtc basal prolongado.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se a coadministração for inevitável: realizar ecg basal antes do início e repetir após 24-48 horas. manter potássio sérico ≥4,0 meq/l e magnésio sérico ≥2,0 mg/dl (corrigir se necessário). se qtc aumentar >60 ms do basal ou exceder 500 ms, suspender um dos fármacos imediatamente. evitar eritromicina intravenosa; preferir via oral se o uso for essencial. revisar e suspender outros fármacos que prolongam qt..

Qual o risco de Eritromicina com Tacrolimus?

O risco da associação Eritromicina + Tacrolimus é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc, frequentemente >500 ms, com risco de taquicardia ventricular polimórfica (torsades de pointes), que pode degenerar em fibrilação ventricular e morte súbita cardíaca. O risco é particularmente alto em pacientes com fatores de risco adicionais. Monitorar: ecg com medição do qtc (fórmula de fridericia ou bazett) no início, após 24-48h e depois semanalmente. eletrólitos séricos (k+, mg2+, ca2+) diariamente durante a coadministração. monitoramento cardíaco contínuo (telemetria) se qtc >500 ms ou se houver sintomas (síncope, palpitações)..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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