Eritromicina + Risperidona

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento QTc > 500ms com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca.

Mecanismo

Ambos prolongam QT por bloqueio hERG. Eritromicina inibe CYP3A4 (Ki ≈ 10 μM); risperidona metabolizada principalmente por CYP2D6 (Km ≈ 10 μM) com contribuição CYP3A4 <30%, aumento modesto de níveis. Efeito aditivo na repolarização.

📋Conduta Clinica

Evitar. Se indispensável: reduzir risperidona para 0.5-1 mg/dia, ECG basal + 72h. Manter K+ >4.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL.

🔍O que monitorar

ECG QTc basal e semanal por 2 semanas; eletrólitos; sinais de EPS, sedação ou arritmia.

Alternativas

Azitromicina ou paliperidona (menor interação CYP).

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Eritromicina com Risperidona?

A combinação de Eritromicina com Risperidona apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc > 500ms com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Evitar. Se indispensável: reduzir risperidona para 0.5-1 mg/dia, ECG basal + 72h. Manter K+ >4.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL.

Eritromicina e Risperidona interagem?

Sim, Eritromicina e Risperidona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam qt por bloqueio herg. eritromicina inibe cyp3a4 (ki ≈ 10 μm); risperidona metabolizada principalmente por cyp2d6 (km ≈ 10 μm) com contribuição cyp3a4 <30%, aumento modesto de níveis. efeito aditivo na repolarização.. A conduta recomendada é: evitar. se indispensável: reduzir risperidona para 0.5-1 mg/dia, ecg basal + 72h. manter k+ >4.0 meq/l e mg2+ >2.0 mg/dl..

Qual o risco de Eritromicina com Risperidona?

O risco da associação Eritromicina + Risperidona é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc > 500ms com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Monitorar: ecg qtc basal e semanal por 2 semanas; eletrólitos; sinais de eps, sedação ou arritmia..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
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Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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