Eritromicina + Paroxetina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de torsades de pointes. O risco absoluto é menor que com outros ISRS (ex: Citalopram), mas ainda clinicamente significativo na presença de Eritromicina.

Mecanismo

Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais IKr (hERG). Eritromicina é um inibidor potente do IKr (risco condicional de TdP). Paroxetina é considerada de baixo risco para prolongamento QT em doses terapêuticas, mas pode contribuir para o efeito aditivo quando combinada com outros agentes QT-prolongadores. Além disso, Paroxetina é um inibidor potente da CYP2D6, mas isso não afeta significativamente a Eritromicina. O risco é maior em doses altas de Paroxetina (>40 mg/dia) ou em pacientes com fatores de risco.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Se inevitável: 1) Limitar dose de Paroxetina a ≤ 40 mg/dia. 2) ECG basal e monitorar QTc a cada 5-7 dias. 3) Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. 4) Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms.

🔍O que monitorar

ECG com QTc (fórmula de Fridericia) na linha de base e a cada 5-7 dias. Eletrólitos séricos (K+, Mg2+) na linha de base e semanalmente. Sinais de arritmia.

Alternativas

Substituir Eritromicina por Azitromicina (monitorar QT) ou Clindamicina. Substituir Paroxetina por antidepressivo com menor risco QT, como Sertralina (dose ≤ 100 mg/dia) ou Escitalopram (dose ≤ 20 mg/dia).

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Funk KA, Bostwick JR. A comparison of the risk of QT prolongation among SSRIs. Ann Pharmacother. 2013;47(10):1330-41.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Eritromicina com Paroxetina?

A combinação de Eritromicina com Paroxetina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de torsades de pointes. O risco absoluto é menor que com outros ISRS (ex: Citalopram), mas ainda clinicamente significativo na presença de Eritromicina. Evitar a associação. Se inevitável: 1) Limitar dose de Paroxetina a ≤ 40 mg/dia. 2) ECG basal e monitorar QTc a cada 5-7 dias. 3) Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. 4) Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms.

Eritromicina e Paroxetina interagem?

Sim, Eritromicina e Paroxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais ikr (herg). eritromicina é um inibidor potente do ikr (risco condicional de tdp). paroxetina é considerada de baixo risco para prolongamento qt em doses terapêuticas, mas pode contribuir para o efeito aditivo quando combinada com outros agentes qt-prolongadores. além disso, paroxetina é um inibidor potente da cyp2d6, mas isso não afeta significativamente a eritromicina. o risco é maior em doses altas de paroxetina (>40 mg/dia) ou em pacientes com fatores de risco.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: 1) limitar dose de paroxetina a ≤ 40 mg/dia. 2) ecg basal e monitorar qtc a cada 5-7 dias. 3) manter k+ ≥ 4,0 meq/l e mg2+ ≥ 2,0 mg/dl. 4) suspender se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms..

Qual o risco de Eritromicina com Paroxetina?

O risco da associação Eritromicina + Paroxetina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, com risco de torsades de pointes. O risco absoluto é menor que com outros ISRS (ex: Citalopram), mas ainda clinicamente significativo na presença de Eritromicina. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia) na linha de base e a cada 5-7 dias. eletrólitos séricos (k+, mg2+) na linha de base e semanalmente. sinais de arritmia..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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