Eritromicina + Ivabradina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Risco aumentado de bradicardia sintomática (FC < 40 bpm), prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade > 65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos).

Mecanismo

Interação multifatorial: 1) Farmacocinética: Eritromicina é inibidor moderado da CYP3A4 (IC50 ~2-10 μM), principal via de metabolismo da Ivabradina (>80% via CYP3A4). A coadministração pode aumentar a AUC da Ivabradina em 2-3 vezes, elevando o risco de bradicardia excessiva. 2) Farmacodinâmica: Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio IKr (hERG). Eritromicina é um conhecido agente torsadogênico (risco condicional em CredibleMeds), e Ivabradina causa prolongamento dose-dependente do QTc. O efeito aditivo na repolarização ventricular é significativo, especialmente com depleção de eletrólitos.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável (ex: infecção grave sem alternativa): 1) Reduzir dose de Ivabradina para 2,5 mg 2x/dia (metade da dose inicial usual). 2) Realizar ECG basal e monitorar QTc diariamente durante o tratamento com Eritromicina. 3) Manter potássio sérico ≥ 4,0 mEq/L e magnésio ≥ 2,0 mg/dL, com correção agressiva se necessário. 4) Suspender imediatamente se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, ou se surgirem sintomas de arritmia (palpitações, síncope).

🔍O que monitorar

ECG com medição de QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett) antes do início e a cada 24-48h durante a coadministração. Eletrólitos séricos (K+, Mg2+, Ca2+) na linha de base e diariamente. Frequência cardíaca e pressão arterial a cada 8h. Sinais clínicos de bradicardia (tontura, fadiga, síncope) e arritmia.

Alternativas

Substituir Eritromicina por antibiótico sem efeito no QT e sem inibição relevante da CYP3A4, como Azitromicina (risco QT controverso, mas menor que Eritromicina; monitorar mesmo assim) ou Clindamicina. Para Ivabradina, considerar alternativa como Betabloqueador (ex: Metoprolol) se o objetivo for controle de FC, desde que não haja contraindicação.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Flockhart Drug Interactions Table; FDA Drug Safety Communication: Ivabradina (2015); bula oficial Ivabradina (Procoralan) e Eritromicina.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Eritromicina com Ivabradina?

A combinação de Eritromicina com Ivabradina apresenta interação de gravidade grave. Risco aumentado de bradicardia sintomática (FC < 40 bpm), prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade > 65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos). Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável (ex: infecção grave sem alternativa): 1) Reduzir dose de Ivabradina para 2,5 mg 2x/dia (metade da dose inicial usual). 2) Realizar ECG basal e monitorar QTc diariamente durante o tratamento com Eritromicina. 3) Manter potássio sérico ≥ 4,0 mEq/L e magnésio ≥ 2,0 mg/dL, com correção agressiva se necessário. 4) Suspender imediatamente se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, ou se surgirem sintomas de arritmia (palpitações, síncope).

Eritromicina e Ivabradina interagem?

Sim, Eritromicina e Ivabradina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve interação multifatorial: 1) farmacocinética: eritromicina é inibidor moderado da cyp3a4 (ic50 ~2-10 μm), principal via de metabolismo da ivabradina (>80% via cyp3a4). a coadministração pode aumentar a auc da ivabradina em 2-3 vezes, elevando o risco de bradicardia excessiva. 2) farmacodinâmica: ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio ikr (herg). eritromicina é um conhecido agente torsadogênico (risco condicional em crediblemeds), e ivabradina causa prolongamento dose-dependente do qtc. o efeito aditivo na repolarização ventricular é significativo, especialmente com depleção de eletrólitos.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável (ex: infecção grave sem alternativa): 1) reduzir dose de ivabradina para 2,5 mg 2x/dia (metade da dose inicial usual). 2) realizar ecg basal e monitorar qtc diariamente durante o tratamento com eritromicina. 3) manter potássio sérico ≥ 4,0 meq/l e magnésio ≥ 2,0 mg/dl, com correção agressiva se necessário. 4) suspender imediatamente se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms, ou se surgirem sintomas de arritmia (palpitações, síncope)..

Qual o risco de Eritromicina com Ivabradina?

O risco da associação Eritromicina + Ivabradina é classificado como GRAVE. Risco aumentado de bradicardia sintomática (FC < 40 bpm), prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade > 65 anos, cardiopatia estrutural, distúrbios eletrolíticos). Monitorar: ecg com medição de qtc (fórmula de fridericia ou bazett) antes do início e a cada 24-48h durante a coadministração. eletrólitos séricos (k+, mg2+, ca2+) na linha de base e diariamente. frequência cardíaca e pressão arterial a cada 8h. sinais clínicos de bradicardia (tontura, fadiga, síncope) e arritmia..

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Grave

Atualizado em junho/2026

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