Eritromicina + Ibrutinibe
⚠O que acontece
Risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, podendo precipitar torsades de pointes, taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio hERG (IKr), reduzindo a corrente retificadora tardia e atrasando a repolarização ventricular. Efeito aditivo no prolongamento do QTc. Eritromicina é um inibidor potente de hERG (IC50 ~30 μM); ibrutinibe também demonstrou prolongar QTc em estudos clínicos (aumento médio de 5-10 ms, mas pode exceder 15 ms em combinação).
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: realizar ECG basal e após 3-5 dias de tratamento; manter níveis séricos de potássio ≥4,0 mEq/L e magnésio ≥2,0 mg/dL; corrigir outros fatores de risco para prolongamento QT (bradicardia, hipocalcemia, uso de outros fármacos que prolongam QT). Suspender um ou ambos os fármacos se QTc >500 ms ou aumento >60 ms.
🔍O que monitorar
ECG com medição de QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett) no início, após 3-5 dias e depois semanalmente; eletrólitos séricos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada 2-3 dias inicialmente; monitorar sintomas de arritmia (palpitações, síncope, tontura).
↺Alternativas
Substituir eritromicina por azitromicina (menor risco de prolongamento QT, mas ainda listada em CredibleMeds como risco condicional) ou antibiótico não macrolídeo. Para ibrutinibe, considerar acalabrutinibe (menor efeito no QT, mas ainda requer monitoramento). Consultar CredibleMeds para alternativas seguras.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Tisdale et al. Circulation. 2020;142(20):e358-e376.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Eritromicina com Ibrutinibe?
A combinação de Eritromicina com Ibrutinibe apresenta interação de gravidade grave. Risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, podendo precipitar torsades de pointes, taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: realizar ECG basal e após 3-5 dias de tratamento; manter níveis séricos de potássio ≥4,0 mEq/L e magnésio ≥2,0 mg/dL; corrigir outros fatores de risco para prolongamento QT (bradicardia, hipocalcemia, uso de outros fármacos que prolongam QT). Suspender um ou ambos os fármacos se QTc >500 ms ou aumento >60 ms.
Eritromicina e Ibrutinibe interagem?
Sim, Eritromicina e Ibrutinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio herg (ikr), reduzindo a corrente retificadora tardia e atrasando a repolarização ventricular. efeito aditivo no prolongamento do qtc. eritromicina é um inibidor potente de herg (ic50 ~30 μm); ibrutinibe também demonstrou prolongar qtc em estudos clínicos (aumento médio de 5-10 ms, mas pode exceder 15 ms em combinação).. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável: realizar ecg basal e após 3-5 dias de tratamento; manter níveis séricos de potássio ≥4,0 meq/l e magnésio ≥2,0 mg/dl; corrigir outros fatores de risco para prolongamento qt (bradicardia, hipocalcemia, uso de outros fármacos que prolongam qt). suspender um ou ambos os fármacos se qtc >500 ms ou aumento >60 ms..
Qual o risco de Eritromicina com Ibrutinibe?
O risco da associação Eritromicina + Ibrutinibe é classificado como GRAVE. Risco aumentado de prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, podendo precipitar torsades de pointes, taquicardia ventricular polimórfica e morte súbita cardíaca. Monitorar: ecg com medição de qtc (fórmula de fridericia ou bazett) no início, após 3-5 dias e depois semanalmente; eletrólitos séricos (k+, mg2+, ca2+) a cada 2-3 dias inicialmente; monitorar sintomas de arritmia (palpitações, síncope, tontura)..
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Atualizado em junho/2026
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