Eritromicina + Fluoxetina
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é maior em mulheres, idosos, pacientes com hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia ou cardiopatia estrutural.
⚙Mecanismo
Ambos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio IKr (hERG). Eritromicina é um inibidor potente do IKr, classificado como risco condicional de TdP. Fluoxetina também bloqueia IKr, mas com menor potência; no entanto, seu metabólito ativo norfluoxetina tem meia-vida longa (4-16 dias) e é um inibidor potente da CYP2D6 e CYP3A4, o que pode reduzir a depuração da Eritromicina (substrato menor da CYP3A4) e aumentar ainda mais os níveis de ambos. O efeito aditivo na repolarização é significativo, especialmente em doses altas de Fluoxetina (>40 mg/dia) ou em pacientes com fatores de risco.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável: 1) Preferir Fluoxetina em dose ≤ 20 mg/dia. 2) Realizar ECG basal e monitorar QTc semanalmente. 3) Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. 4) Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms. 5) Considerar que o efeito da Fluoxetina persiste por semanas após a suspensão devido à meia-vida longa da norfluoxetina.
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia) na linha de base e a cada 7 dias durante o tratamento concomitante. Eletrólitos séricos (K+, Mg2+) na linha de base e semanalmente. Sinais de arritmia (palpitações, síncope, convulsões).
↺Alternativas
Substituir Eritromicina por Azitromicina (menor risco QT, mas ainda monitorar) ou Clindamicina. Substituir Fluoxetina por antidepressivo com menor risco QT, como Sertralina (risco QT dose-dependente, mas menor que Fluoxetina) ou Escitalopram (risco QT leve em doses terapêuticas). Evitar Citalopram (alto risco QT dose-dependente).
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Tisdale JE et al. Development and Validation of a Risk Score to Predict QT Interval Prolongation in Hospitalized Patients. Circ Cardiovasc Qual Outcomes. 2013;6(4):479-87.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Eritromicina com Fluoxetina?
A combinação de Eritromicina com Fluoxetina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é maior em mulheres, idosos, pacientes com hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia ou cardiopatia estrutural. Evitar a associação. Se indispensável: 1) Preferir Fluoxetina em dose ≤ 20 mg/dia. 2) Realizar ECG basal e monitorar QTc semanalmente. 3) Manter K+ ≥ 4,0 mEq/L e Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. 4) Suspender se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms. 5) Considerar que o efeito da Fluoxetina persiste por semanas após a suspensão devido à meia-vida longa da norfluoxetina.
Eritromicina e Fluoxetina interagem?
Sim, Eritromicina e Fluoxetina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio ikr (herg). eritromicina é um inibidor potente do ikr, classificado como risco condicional de tdp. fluoxetina também bloqueia ikr, mas com menor potência; no entanto, seu metabólito ativo norfluoxetina tem meia-vida longa (4-16 dias) e é um inibidor potente da cyp2d6 e cyp3a4, o que pode reduzir a depuração da eritromicina (substrato menor da cyp3a4) e aumentar ainda mais os níveis de ambos. o efeito aditivo na repolarização é significativo, especialmente em doses altas de fluoxetina (>40 mg/dia) ou em pacientes com fatores de risco.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: 1) preferir fluoxetina em dose ≤ 20 mg/dia. 2) realizar ecg basal e monitorar qtc semanalmente. 3) manter k+ ≥ 4,0 meq/l e mg2+ ≥ 2,0 mg/dl. 4) suspender se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms. 5) considerar que o efeito da fluoxetina persiste por semanas após a suspensão devido à meia-vida longa da norfluoxetina..
Qual o risco de Eritromicina com Fluoxetina?
O risco da associação Eritromicina + Fluoxetina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. O risco é maior em mulheres, idosos, pacientes com hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia ou cardiopatia estrutural. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia) na linha de base e a cada 7 dias durante o tratamento concomitante. eletrólitos séricos (k+, mg2+) na linha de base e semanalmente. sinais de arritmia (palpitações, síncope, convulsões)..
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Atualizado em junho/2026
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