Efavirenz + Verapamil

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução significativa dos níveis plasmáticos de verapamil, com perda de controle da pressão arterial e/ou frequência cardíaca. Pode precipitar taquicardia reflexa ou recorrência de arritmias.

Mecanismo

Efavirenz é indutor potente de CYP3A4 e moderado de P-gp. Verapamil é extensivamente metabolizado por CYP3A4 (principal via) e é substrato de P-gp. A indução enzimática reduz a biodisponibilidade oral (de ~20-35% para <10%) e aumenta a depuração sistêmica. Estudos com rifampicina mostram redução de >90% na AUC do verapamil oral. Com efavirenz, espera-se redução de 60-80% nos níveis, podendo abolir o efeito anti-hipertensivo e antiarrítmico.

📋Conduta Clinica

Evitar associação se possível. Se indispensável: 1) Aumentar dose de verapamil progressivamente (pode necessitar 3-5x a dose usual) guiado por resposta clínica (PA, FC). 2) Monitorar PA e FC diariamente no início. 3) Considerar uso de verapamil intravenoso se necessário efeito agudo. 4) Após descontinuação do efavirenz, reduzir verapamil gradualmente para evitar bradicardia/hipotensão por desindução.

🔍O que monitorar

Pressão arterial e frequência cardíaca (basal, diária no primeiro mês, depois semanal), ECG com QTc (basal e após ajuste de dose), sinais de toxicidade (edema, constipação, tontura).

Alternativas

Substituir efavirenz por antirretroviral sem efeito indutor significativo. Ou substituir verapamil por anti-hipertensivo/antiarrítmico não metabolizado por CYP3A4 (ex: betabloqueador como atenolol, ou bloqueador de canal de cálcio como anlodipino, que é menos afetado por indução).

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Drug Development and Drug Interactions: Table of Substrates, Inhibitors and Inducers; Clin Pharmacol Ther 1996;59(2):141-8

Perguntas Frequentes

Pode tomar Efavirenz com Verapamil?

A combinação de Efavirenz com Verapamil apresenta interação de gravidade moderada. Redução significativa dos níveis plasmáticos de verapamil, com perda de controle da pressão arterial e/ou frequência cardíaca. Pode precipitar taquicardia reflexa ou recorrência de arritmias. Evitar associação se possível. Se indispensável: 1) Aumentar dose de verapamil progressivamente (pode necessitar 3-5x a dose usual) guiado por resposta clínica (PA, FC). 2) Monitorar PA e FC diariamente no início. 3) Considerar uso de verapamil intravenoso se necessário efeito agudo. 4) Após descontinuação do efavirenz, reduzir verapamil gradualmente para evitar bradicardia/hipotensão por desindução.

Efavirenz e Verapamil interagem?

Sim, Efavirenz e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz é indutor potente de cyp3a4 e moderado de p-gp. verapamil é extensivamente metabolizado por cyp3a4 (principal via) e é substrato de p-gp. a indução enzimática reduz a biodisponibilidade oral (de ~20-35% para <10%) e aumenta a depuração sistêmica. estudos com rifampicina mostram redução de >90% na auc do verapamil oral. com efavirenz, espera-se redução de 60-80% nos níveis, podendo abolir o efeito anti-hipertensivo e antiarrítmico.. A conduta recomendada é: evitar associação se possível. se indispensável: 1) aumentar dose de verapamil progressivamente (pode necessitar 3-5x a dose usual) guiado por resposta clínica (pa, fc). 2) monitorar pa e fc diariamente no início. 3) considerar uso de verapamil intravenoso se necessário efeito agudo. 4) após descontinuação do efavirenz, reduzir verapamil gradualmente para evitar bradicardia/hipotensão por desindução..

Qual o risco de Efavirenz com Verapamil?

O risco da associação Efavirenz + Verapamil é classificado como MODERADA. Redução significativa dos níveis plasmáticos de verapamil, com perda de controle da pressão arterial e/ou frequência cardíaca. Pode precipitar taquicardia reflexa ou recorrência de arritmias. Monitorar: pressão arterial e frequência cardíaca (basal, diária no primeiro mês, depois semanal), ecg com qtc (basal e após ajuste de dose), sinais de toxicidade (edema, constipação, tontura)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.