Efavirenz + Ranolazina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Redução acentuada dos níveis plasmáticos de ranolazina, levando à perda de eficácia no controle da angina crônica estável.

Mecanismo

Efavirenz é um indutor potente do CYP3A4. Ranolazina é extensamente metabolizada pelo CYP3A4 (principal via) e também é substrato da glicoproteína-P (P-gp). A indução do CYP3A4 pelo efavirenz acelera o metabolismo da ranolazina, reduzindo sua concentração plasmática. Estudos com indutores potentes (ex.: rifampicina) mostraram redução de aproximadamente 95% na AUC da ranolazina. Espera-se que o efavirenz cause redução significativa, comprometendo o efeito antianginoso.

📋Conduta Clinica

Evitar o uso concomitante. Se a combinação for inevitável, a ranolazina provavelmente será ineficaz nas doses usuais. Não há recomendação de ajuste de dose devido à magnitude da interação. Monitorar sintomas de angina (frequência, intensidade, consumo de nitratos de curta ação).

🔍O que monitorar

Registro diário de episódios de angina e uso de nitrato sublingual. ECG com QTc basal e após 1-2 semanas, pois a ranolazina prolonga QTc de forma dose-dependente e a redução de sua concentração pode diminuir esse risco, mas a interação com QT do efavirenz deve ser considerada separadamente.

Alternativas

Substituir efavirenz por antirretroviral não indutor (ex.: dolutegravir, bictegravir). Ou substituir ranolazina por outro antianginoso (ex.: betabloqueador, bloqueador de canal de cálcio, nitrato de longa ação) que não dependa do CYP3A4.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Label Ranolazina; Jerling et al., 2005 (interação com rifampicina)

Perguntas Frequentes

Pode tomar Efavirenz com Ranolazina?

A combinação de Efavirenz com Ranolazina apresenta interação de gravidade moderada. Redução acentuada dos níveis plasmáticos de ranolazina, levando à perda de eficácia no controle da angina crônica estável. Evitar o uso concomitante. Se a combinação for inevitável, a ranolazina provavelmente será ineficaz nas doses usuais. Não há recomendação de ajuste de dose devido à magnitude da interação. Monitorar sintomas de angina (frequência, intensidade, consumo de nitratos de curta ação).

Efavirenz e Ranolazina interagem?

Sim, Efavirenz e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz é um indutor potente do cyp3a4. ranolazina é extensamente metabolizada pelo cyp3a4 (principal via) e também é substrato da glicoproteína-p (p-gp). a indução do cyp3a4 pelo efavirenz acelera o metabolismo da ranolazina, reduzindo sua concentração plasmática. estudos com indutores potentes (ex.: rifampicina) mostraram redução de aproximadamente 95% na auc da ranolazina. espera-se que o efavirenz cause redução significativa, comprometendo o efeito antianginoso.. A conduta recomendada é: evitar o uso concomitante. se a combinação for inevitável, a ranolazina provavelmente será ineficaz nas doses usuais. não há recomendação de ajuste de dose devido à magnitude da interação. monitorar sintomas de angina (frequência, intensidade, consumo de nitratos de curta ação)..

Qual o risco de Efavirenz com Ranolazina?

O risco da associação Efavirenz + Ranolazina é classificado como MODERADA. Redução acentuada dos níveis plasmáticos de ranolazina, levando à perda de eficácia no controle da angina crônica estável. Monitorar: registro diário de episódios de angina e uso de nitrato sublingual. ecg com qtc basal e após 1-2 semanas, pois a ranolazina prolonga qtc de forma dose-dependente e a redução de sua concentração pode diminuir esse risco, mas a interação com qt do efavirenz deve ser considerada separadamente..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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