Efavirenz + Quetiapina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms em relação ao basal, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural).

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Ambos os fármacos bloqueiam o canal de potássio hERG (IKr), retardando a repolarização ventricular. Efavirenz está associado a um aumento médio do QTc de 5-10 ms, enquanto a quetiapina pode prolongar o QTc em 10-15 ms em doses terapêuticas. O risco é dose-dependente para quetiapina e aumenta com concentrações plasmáticas elevadas. A inibição do hERG ocorre em concentrações terapêuticas (IC50 para quetiapina ~1-10 μM).

📋Conduta Clinica

Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: 1) Realizar ECG basal e repetir após 2-4 semanas do início ou ajuste de dose. 2) Manter potássio sérico ≥ 4,0 mEq/L e magnésio ≥ 2,0 mg/dL. 3) Usar a menor dose eficaz de quetiapina (dose máxima recomendada: 50% da dose usual). 4) Evitar outros fármacos que prolongam QT. 5) Suspender a associação se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal.

🔍O que monitorar

ECG com medição do QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett) no início, após 2-4 semanas e a cada 3-6 meses. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) no início e periodicamente. Monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope, convulsões).

Alternativas

Substituir efavirenz por um antirretroviral sem efeito no QT (ex.: dolutegravir, raltegravir, darunavir/ritonavir) ou substituir quetiapina por um antipsicótico com menor risco de prolongamento QT (ex.: aripiprazol, lurasidona, olanzapina - esta última com risco moderado, mas menor que quetiapina). Consultar lista do CredibleMeds para alternativas.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication

Perguntas Frequentes

Pode tomar Efavirenz com Quetiapina?

A combinação de Efavirenz com Quetiapina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms em relação ao basal, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural). Evitar a associação sempre que possível. Se o uso concomitante for inevitável: 1) Realizar ECG basal e repetir após 2-4 semanas do início ou ajuste de dose. 2) Manter potássio sérico ≥ 4,0 mEq/L e magnésio ≥ 2,0 mg/dL. 3) Usar a menor dose eficaz de quetiapina (dose máxima recomendada: 50% da dose usual). 4) Evitar outros fármacos que prolongam QT. 5) Suspender a associação se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal.

Efavirenz e Quetiapina interagem?

Sim, Efavirenz e Quetiapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. ambos os fármacos bloqueiam o canal de potássio herg (ikr), retardando a repolarização ventricular. efavirenz está associado a um aumento médio do qtc de 5-10 ms, enquanto a quetiapina pode prolongar o qtc em 10-15 ms em doses terapêuticas. o risco é dose-dependente para quetiapina e aumenta com concentrações plasmáticas elevadas. a inibição do herg ocorre em concentrações terapêuticas (ic50 para quetiapina ~1-10 μm).. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se o uso concomitante for inevitável: 1) realizar ecg basal e repetir após 2-4 semanas do início ou ajuste de dose. 2) manter potássio sérico ≥ 4,0 meq/l e magnésio ≥ 2,0 mg/dl. 3) usar a menor dose eficaz de quetiapina (dose máxima recomendada: 50% da dose usual). 4) evitar outros fármacos que prolongam qt. 5) suspender a associação se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal..

Qual o risco de Efavirenz com Quetiapina?

O risco da associação Efavirenz + Quetiapina é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms em relação ao basal, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. O risco é maior em pacientes com fatores predisponentes (sexo feminino, idade avançada, bradicardia, distúrbios eletrolíticos, cardiopatia estrutural). Monitorar: ecg com medição do qtc (fórmula de fridericia ou bazett) no início, após 2-4 semanas e a cada 3-6 meses. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) no início e periodicamente. monitorar sinais de arritmia (palpitações, síncope, convulsões)..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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