Efavirenz + Lítio
⚠O que acontece
Prolongamento do intervalo QTc, com risco de arritmias ventriculares graves, como torsades de pointes, especialmente se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal. Risco de morte súbita cardíaca.
⚙Mecanismo
Efavirenz prolonga o intervalo QTc por bloqueio dos canais de potássio hERG (IKr), com um aumento médio do QTc de 5-10 ms em doses terapêuticas. O lítio também prolonga o QTc, possivelmente por interferência na homeostase do cálcio e bloqueio de canais iônicos, com casos relatados de prolongamento significativo (>500 ms) e torsades de pointes. O efeito combinado é aditivo e pode ser exacerbado por distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia) comuns em pacientes psiquiátricos.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: realizar ECG basal e após 1-2 semanas do início da coadministração. Manter níveis séricos de lítio no limite inferior da faixa terapêutica (0.6-0.8 mEq/L). Corrigir e manter potássio sérico > 4.0 mEq/L e magnésio sérico > 2.0 mg/dL. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos.
🔍O que monitorar
ECG com medição do QTc (fórmula de Fridericia ou Bazett) antes do início, após 1-2 semanas e depois a cada 3-6 meses. Monitorar eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) no início e periodicamente. Monitorar níveis séricos de lítio (alvo: 0.6-0.8 mEq/L) a cada 1-2 semanas inicialmente, depois a cada 3 meses. Vigiar sinais de arritmia (palpitações, síncope).
↺Alternativas
Substituir efavirenz por um antirretroviral sem efeito no intervalo QT, como dolutegravir, raltegravir ou bictegravir. Se a troca não for possível, considerar estabilizador de humor alternativo sem efeito no QT, como lamotrigina ou valproato (com monitoramento das interações farmacocinéticas).
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication; Relatos de caso de prolongamento de QT com lítio (Mehta et al., 2011)
Perguntas Frequentes
Pode tomar Efavirenz com Lítio?
A combinação de Efavirenz com Lítio apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do intervalo QTc, com risco de arritmias ventriculares graves, como torsades de pointes, especialmente se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal. Risco de morte súbita cardíaca. Evitar a associação sempre que possível. Se indispensável: realizar ECG basal e após 1-2 semanas do início da coadministração. Manter níveis séricos de lítio no limite inferior da faixa terapêutica (0.6-0.8 mEq/L). Corrigir e manter potássio sérico > 4.0 mEq/L e magnésio sérico > 2.0 mg/dL. Se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos.
Efavirenz e Lítio interagem?
Sim, Efavirenz e Lítio possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz prolonga o intervalo qtc por bloqueio dos canais de potássio herg (ikr), com um aumento médio do qtc de 5-10 ms em doses terapêuticas. o lítio também prolonga o qtc, possivelmente por interferência na homeostase do cálcio e bloqueio de canais iônicos, com casos relatados de prolongamento significativo (>500 ms) e torsades de pointes. o efeito combinado é aditivo e pode ser exacerbado por distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia) comuns em pacientes psiquiátricos.. A conduta recomendada é: evitar a associação sempre que possível. se indispensável: realizar ecg basal e após 1-2 semanas do início da coadministração. manter níveis séricos de lítio no limite inferior da faixa terapêutica (0.6-0.8 meq/l). corrigir e manter potássio sérico > 4.0 meq/l e magnésio sérico > 2.0 mg/dl. se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms, suspender um dos fármacos..
Qual o risco de Efavirenz com Lítio?
O risco da associação Efavirenz + Lítio é classificado como GRAVE. Prolongamento do intervalo QTc, com risco de arritmias ventriculares graves, como torsades de pointes, especialmente se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal. Risco de morte súbita cardíaca. Monitorar: ecg com medição do qtc (fórmula de fridericia ou bazett) antes do início, após 1-2 semanas e depois a cada 3-6 meses. monitorar eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) no início e periodicamente. monitorar níveis séricos de lítio (alvo: 0.6-0.8 meq/l) a cada 1-2 semanas inicialmente, depois a cada 3 meses. vigiar sinais de arritmia (palpitações, síncope)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.