Efavirenz + Apixabana
⚠O que acontece
Redução dos níveis plasmáticos de apixabana, com risco de falha terapêutica (trombose, AVC). O efeito é dose-dependente e pode ser mais pronunciado em pacientes com múltiplos fatores de risco.
⚙Mecanismo
Efavirenz é indutor potente de CYP3A4 e moderado de P-gp. Apixabana é substrato de CYP3A4 (~25% do metabolismo) e P-gp. A indução reduz a absorção e aumenta o metabolismo de primeira passagem. Estudos com rifampicina mostraram redução de ~50% na AUC da apixabana. Com efavirenz, espera-se redução de 30-40% na exposição, comprometendo a eficácia anticoagulante.
📋Conduta Clinica
Evitar associação se possível. Se indispensável: 1) Não usar apixabana em condições de alto risco trombótico. 2) Para fibrilação atrial, considerar aumentar dose para 5 mg 2x/dia (se critérios de dose padrão) e monitorar sinais de AVC. 3) Para TEV, assegurar adesão e monitorar sinais de recorrência. 4) Após descontinuação do efavirenz, reduzir apixabana para dose padrão após 2-4 semanas.
🔍O que monitorar
Sinais e sintomas de trombose/AVC, sinais de sangramento, função renal (TFG) a cada 3-6 meses, adesão.
↺Alternativas
Substituir efavirenz por antirretroviral sem efeito indutor significativo (ex: dolutegravir, raltegravir). Ou substituir apixabana por anticoagulante não dependente de CYP3A4/P-gp (ex: varfarina com monitorização de INR, ou heparina de baixo peso molecular).
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; UpToDate 2024; FDA Drug Development and Drug Interactions: Table of Substrates, Inhibitors and Inducers; Clin Pharmacol Ther 2010;87(5):593-600
Perguntas Frequentes
Pode tomar Efavirenz com Apixabana?
A combinação de Efavirenz com Apixabana apresenta interação de gravidade moderada. Redução dos níveis plasmáticos de apixabana, com risco de falha terapêutica (trombose, AVC). O efeito é dose-dependente e pode ser mais pronunciado em pacientes com múltiplos fatores de risco. Evitar associação se possível. Se indispensável: 1) Não usar apixabana em condições de alto risco trombótico. 2) Para fibrilação atrial, considerar aumentar dose para 5 mg 2x/dia (se critérios de dose padrão) e monitorar sinais de AVC. 3) Para TEV, assegurar adesão e monitorar sinais de recorrência. 4) Após descontinuação do efavirenz, reduzir apixabana para dose padrão após 2-4 semanas.
Efavirenz e Apixabana interagem?
Sim, Efavirenz e Apixabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efavirenz é indutor potente de cyp3a4 e moderado de p-gp. apixabana é substrato de cyp3a4 (~25% do metabolismo) e p-gp. a indução reduz a absorção e aumenta o metabolismo de primeira passagem. estudos com rifampicina mostraram redução de ~50% na auc da apixabana. com efavirenz, espera-se redução de 30-40% na exposição, comprometendo a eficácia anticoagulante.. A conduta recomendada é: evitar associação se possível. se indispensável: 1) não usar apixabana em condições de alto risco trombótico. 2) para fibrilação atrial, considerar aumentar dose para 5 mg 2x/dia (se critérios de dose padrão) e monitorar sinais de avc. 3) para tev, assegurar adesão e monitorar sinais de recorrência. 4) após descontinuação do efavirenz, reduzir apixabana para dose padrão após 2-4 semanas..
Qual o risco de Efavirenz com Apixabana?
O risco da associação Efavirenz + Apixabana é classificado como MODERADA. Redução dos níveis plasmáticos de apixabana, com risco de falha terapêutica (trombose, AVC). O efeito é dose-dependente e pode ser mais pronunciado em pacientes com múltiplos fatores de risco. Monitorar: sinais e sintomas de trombose/avc, sinais de sangramento, função renal (tfg) a cada 3-6 meses, adesão..
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Atualizado em junho/2026
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