Duloxetina + Propranolol
⚠O que acontece
Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de propranolol, podendo exacerbar efeitos dose-dependentes: bradicardia, hipotensão, fadiga, broncoespasmo (em asmáticos), e mascarar sintomas de hipoglicemia em diabéticos. O risco de eventos graves é baixo na maioria dos pacientes, mas pode ser relevante em idosos ou cardiopatas.
⚙Mecanismo
A duloxetina é um inibidor moderado da CYP2D6 (Ki ~0.5-1 μM). O propranolol é metabolizado principalmente pela CYP2D6 (cerca de 50-60%) e CYP1A2 (cerca de 20-30%), com contribuição menor da CYP2C19. A inibição da CYP2D6 pela duloxetina pode aumentar a AUC do propranolol em aproximadamente 30-50%, um efeito modesto devido à via alternativa pela CYP1A2. O propranolol tem índice terapêutico relativamente amplo, e aumentos moderados nos níveis geralmente resultam em exacerbação leve dos efeitos betabloqueadores.
📋Conduta Clinica
A associação pode ser usada com monitoramento. Iniciar propranolol em doses baixas (ex.: 20-40 mg/dia) e titular lentamente conforme resposta clínica e frequência cardíaca. Se bradicardia sintomática (<50 bpm) ou hipotensão ocorrer, reduzir dose do propranolol em 25-50%. Evitar em pacientes com bradicardia basal ou bloqueio AV de primeiro grau.
🔍O que monitorar
Monitorar frequência cardíaca e pressão arterial semanalmente nas primeiras 4 semanas de uso concomitante e após cada aumento de dose. Avaliar sintomas de bradicardia (tontura, fadiga, síncope) e broncoespasmo em asmáticos.
↺Alternativas
Se necessário trocar duloxetina, optar por ISRS com menor inibição de CYP2D6: sertralina, citalopram ou escitalopram. Para betabloqueador, substituir propranolol por atenolol ou bisoprolol (metabolismo renal, não dependente de CYP2D6) se o objetivo for cardioseletividade. Se o objetivo for ansiedade/enxaqueca, propranolol pode ser mantido com ajuste de dose.
📚Referências
Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Duloxetina [bula]. Eli Lilly; 2023; Propranolol [bula]. Apsen; 2023; DrugBank; PubMed: PMID 12835622
Perguntas Frequentes
Pode tomar Duloxetina com Propranolol?
A combinação de Duloxetina com Propranolol apresenta interação de gravidade leve. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de propranolol, podendo exacerbar efeitos dose-dependentes: bradicardia, hipotensão, fadiga, broncoespasmo (em asmáticos), e mascarar sintomas de hipoglicemia em diabéticos. O risco de eventos graves é baixo na maioria dos pacientes, mas pode ser relevante em idosos ou cardiopatas. A associação pode ser usada com monitoramento. Iniciar propranolol em doses baixas (ex.: 20-40 mg/dia) e titular lentamente conforme resposta clínica e frequência cardíaca. Se bradicardia sintomática (<50 bpm) ou hipotensão ocorrer, reduzir dose do propranolol em 25-50%. Evitar em pacientes com bradicardia basal ou bloqueio AV de primeiro grau.
Duloxetina e Propranolol interagem?
Sim, Duloxetina e Propranolol possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve a duloxetina é um inibidor moderado da cyp2d6 (ki ~0.5-1 μm). o propranolol é metabolizado principalmente pela cyp2d6 (cerca de 50-60%) e cyp1a2 (cerca de 20-30%), com contribuição menor da cyp2c19. a inibição da cyp2d6 pela duloxetina pode aumentar a auc do propranolol em aproximadamente 30-50%, um efeito modesto devido à via alternativa pela cyp1a2. o propranolol tem índice terapêutico relativamente amplo, e aumentos moderados nos níveis geralmente resultam em exacerbação leve dos efeitos betabloqueadores.. A conduta recomendada é: a associação pode ser usada com monitoramento. iniciar propranolol em doses baixas (ex.: 20-40 mg/dia) e titular lentamente conforme resposta clínica e frequência cardíaca. se bradicardia sintomática (<50 bpm) ou hipotensão ocorrer, reduzir dose do propranolol em 25-50%. evitar em pacientes com bradicardia basal ou bloqueio av de primeiro grau..
Qual o risco de Duloxetina com Propranolol?
O risco da associação Duloxetina + Propranolol é classificado como LEVE. Aumento leve a moderado nos níveis plasmáticos de propranolol, podendo exacerbar efeitos dose-dependentes: bradicardia, hipotensão, fadiga, broncoespasmo (em asmáticos), e mascarar sintomas de hipoglicemia em diabéticos. O risco de eventos graves é baixo na maioria dos pacientes, mas pode ser relevante em idosos ou cardiopatas. Monitorar: monitorar frequência cardíaca e pressão arterial semanalmente nas primeiras 4 semanas de uso concomitante e após cada aumento de dose. avaliar sintomas de bradicardia (tontura, fadiga, síncope) e broncoespasmo em asmáticos..
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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
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Atualizado em junho/2026
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