Domperidona + Sunitinibe

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Alto risco de prolongamento QTc > 500 ms, torsades de pointes e morte súbita. O sunitinibe isoladamente já requer monitoramento cardíaco rigoroso; a combinação com domperidona é considerada de altíssimo risco. Pacientes com câncer renal ou GIST frequentemente têm outros fatores de risco (idade avançada, cardiopatia, distúrbios eletrolíticos por diarreia/vômitos).

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento QT por bloqueio hERG. O sunitinibe prolonga QTc de forma significativa (IC50 ~1-10 µM), com aumento médio de 10-20 ms e casos de TdP relatados. A domperidona é potente bloqueador hERG (IC50 ~0.1-0.3 µM). Além disso, o sunitinibe é um inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-30 µM), podendo aumentar a exposição à domperidona em 30-50%. O sunitinibe também inibe outras CYPs e transportadores, e é substrato da CYP3A4. A cardiotoxicidade do sunitinibe é bem documentada (hipertensão, disfunção ventricular, prolongamento QT), e a adição de domperidona eleva substancialmente o risco de arritmias.

📋Conduta Clinica

Contraindicação relativa: evitar a associação sempre que possível. Se um paciente em sunitinibe necessitar de procinético, usar metoclopramida (com cautela) ou bromoprida. Se domperidona for inevitável, requer avaliação cardiológica e monitorização intensiva. Obter ECG basal e ecocardiograma (função ventricular). Corrigir eletrólitos: K+ ≥ 4,5 mEq/L, Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. Iniciar domperidona 10 mg 3x/dia e monitorar ECG diariamente nos primeiros 3 dias, depois semanalmente. Monitorar PA (sunitinibe causa hipertensão). Suspender domperidona se QTc > 500 ms, aumento > 60 ms, ou sinais de insuficiência cardíaca.

🔍O que monitorar

ECG basal e diário nos primeiros 3 dias, depois semanalmente. Ecocardiograma basal e a cada 2-3 meses. Eletrólitos basais e a cada 48-72h. Monitorização cardíaca contínua se QTc basal > 450 ms. PA semanal. Função hepática e tireoidiana (sunitinibe causa hipotireoidismo, que pode afetar QT). Vigilância de sintomas: dispneia, edema, palpitações, síncope.

Alternativas

Substituir domperidona por metoclopramida (10 mg 3x/dia, monitorar QT) ou bromoprida. Se possível, trocar sunitinibe por outro inibidor de tirosina quinase com menor risco cardíaco (ex.: pazopanibe também prolonga QT, mas menos; axitinibe tem menor risco). A troca deve ser feita pelo oncologista. Para antiemese, considerar dexametasona ou aprepitanto.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024 (Domperidona: Known Risk; Sunitinibe: Known Risk); Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication: Sunitinib and QT prolongation (2011); NCCN Guidelines.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Domperidona com Sunitinibe?

A combinação de Domperidona com Sunitinibe apresenta interação de gravidade grave. Alto risco de prolongamento QTc > 500 ms, torsades de pointes e morte súbita. O sunitinibe isoladamente já requer monitoramento cardíaco rigoroso; a combinação com domperidona é considerada de altíssimo risco. Pacientes com câncer renal ou GIST frequentemente têm outros fatores de risco (idade avançada, cardiopatia, distúrbios eletrolíticos por diarreia/vômitos). Contraindicação relativa: evitar a associação sempre que possível. Se um paciente em sunitinibe necessitar de procinético, usar metoclopramida (com cautela) ou bromoprida. Se domperidona for inevitável, requer avaliação cardiológica e monitorização intensiva. Obter ECG basal e ecocardiograma (função ventricular). Corrigir eletrólitos: K+ ≥ 4,5 mEq/L, Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. Iniciar domperidona 10 mg 3x/dia e monitorar ECG diariamente nos primeiros 3 dias, depois semanalmente. Monitorar PA (sunitinibe causa hipertensão). Suspender domperidona se QTc > 500 ms, aumento > 60 ms, ou sinais de insuficiência cardíaca.

Domperidona e Sunitinibe interagem?

Sim, Domperidona e Sunitinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento qt por bloqueio herg. o sunitinibe prolonga qtc de forma significativa (ic50 ~1-10 µm), com aumento médio de 10-20 ms e casos de tdp relatados. a domperidona é potente bloqueador herg (ic50 ~0.1-0.3 µm). além disso, o sunitinibe é um inibidor moderado da cyp3a4 (ki ~10-30 µm), podendo aumentar a exposição à domperidona em 30-50%. o sunitinibe também inibe outras cyps e transportadores, e é substrato da cyp3a4. a cardiotoxicidade do sunitinibe é bem documentada (hipertensão, disfunção ventricular, prolongamento qt), e a adição de domperidona eleva substancialmente o risco de arritmias.. A conduta recomendada é: contraindicação relativa: evitar a associação sempre que possível. se um paciente em sunitinibe necessitar de procinético, usar metoclopramida (com cautela) ou bromoprida. se domperidona for inevitável, requer avaliação cardiológica e monitorização intensiva. obter ecg basal e ecocardiograma (função ventricular). corrigir eletrólitos: k+ ≥ 4,5 meq/l, mg2+ ≥ 2,0 mg/dl. iniciar domperidona 10 mg 3x/dia e monitorar ecg diariamente nos primeiros 3 dias, depois semanalmente. monitorar pa (sunitinibe causa hipertensão). suspender domperidona se qtc > 500 ms, aumento > 60 ms, ou sinais de insuficiência cardíaca..

Qual o risco de Domperidona com Sunitinibe?

O risco da associação Domperidona + Sunitinibe é classificado como GRAVE. Alto risco de prolongamento QTc > 500 ms, torsades de pointes e morte súbita. O sunitinibe isoladamente já requer monitoramento cardíaco rigoroso; a combinação com domperidona é considerada de altíssimo risco. Pacientes com câncer renal ou GIST frequentemente têm outros fatores de risco (idade avançada, cardiopatia, distúrbios eletrolíticos por diarreia/vômitos). Monitorar: ecg basal e diário nos primeiros 3 dias, depois semanalmente. ecocardiograma basal e a cada 2-3 meses. eletrólitos basais e a cada 48-72h. monitorização cardíaca contínua se qtc basal > 450 ms. pa semanal. função hepática e tireoidiana (sunitinibe causa hipotireoidismo, que pode afetar qt). vigilância de sintomas: dispneia, edema, palpitações, síncope..

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Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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