Domperidona + Moxifloxacino

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
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O que acontece

Prolongamento do QTc frequentemente > 500 ms, com risco substancial de torsades de pointes, taquicardia ventricular e morte súbita. O moxifloxacino já foi associado a casos de TdP em monoterapia; o risco é multiplicado com a adição de domperidona. A FDA contraindica o uso de moxifloxacino em pacientes com prolongamento QT conhecido ou em uso de outros fármacos que prolongam QT.

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT por inibição da corrente IKr (hERG). A domperidona é um potente bloqueador hERG (IC50 ~0.1-0.3 µM). O moxifloxacino é a fluoroquinolona com maior potencial de prolongamento QT, com IC50 ~30-100 µM e efeito concentração-dependente bem documentado. Estudos clínicos mostram aumento médio do QTc de 6-14 ms com moxifloxacino 400 mg/dia, podendo exceder 20 ms em alguns indivíduos. A coadministração com domperidona resulta em efeito aditivo, com alto risco de QTc > 500 ms e TdP, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade > 65 anos, hipocalemia, bradicardia, insuficiência cardíaca).

📋Conduta Clinica

Contraindicação relativa: evitar a associação sempre que possível. Se absolutamente necessário (ex.: tuberculose multirresistente com necessidade de moxifloxacino e gastroparesia grave), requer avaliação cardiológica prévia. Obter ECG basal e calcular QTc (Fridericia). Corrigir K+ para ≥ 4,5 mEq/L e Mg2+ para ≥ 2,0 mg/dL. Iniciar com monitorização cardíaca contínua nas primeiras 48h em ambiente hospitalar. Repetir ECG diariamente nos primeiros 3 dias e depois a cada 48-72h. Suspender ambos os fármacos se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms. Considerar reduzir dose do moxifloxacino para 200 mg/dia se função renal normal (evidência limitada).

🔍O que monitorar

ECG basal e diário nos primeiros 3 dias, depois a cada 48-72h. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) basais e diariamente durante a internação. Monitorização cardíaca contínua (telemetria) nas primeiras 48-72h. Avaliar função renal (ClCr) para ajuste de dose do moxifloxacino. Vigilância de sintomas prodrômicos: palpitações, síncope, tontura. Em pacientes ambulatoriais, ECG semanal e orientação para procurar emergência se sintomas.

Alternativas

Substituir um ou ambos os fármacos. Para procinético: metoclopramida (com cautela, monitorar QT se IV em altas doses) ou bromoprida. Para antibiótico: evitar outras fluoroquinolonas (levofloxacino, ciprofloxacino também prolongam QT, mas em menor grau); preferir beta-lactâmicos, aminoglicosídeos, ou linezolida (monitorar QT com linezolida, mas risco é menor). Se necessário cobrir anaeróbios, metronidazol não prolonga QT. Consultar CredibleMeds para alternativas seguras.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024 (Domperidona: Known Risk; Moxifloxacino: Known Risk); Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication: Fluoroquinolones and QT prolongation (2018); EMA restrictions on domperidone (2014); UpToDate 2024.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Domperidona com Moxifloxacino?

A combinação de Domperidona com Moxifloxacino apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc frequentemente > 500 ms, com risco substancial de torsades de pointes, taquicardia ventricular e morte súbita. O moxifloxacino já foi associado a casos de TdP em monoterapia; o risco é multiplicado com a adição de domperidona. A FDA contraindica o uso de moxifloxacino em pacientes com prolongamento QT conhecido ou em uso de outros fármacos que prolongam QT. Contraindicação relativa: evitar a associação sempre que possível. Se absolutamente necessário (ex.: tuberculose multirresistente com necessidade de moxifloxacino e gastroparesia grave), requer avaliação cardiológica prévia. Obter ECG basal e calcular QTc (Fridericia). Corrigir K+ para ≥ 4,5 mEq/L e Mg2+ para ≥ 2,0 mg/dL. Iniciar com monitorização cardíaca contínua nas primeiras 48h em ambiente hospitalar. Repetir ECG diariamente nos primeiros 3 dias e depois a cada 48-72h. Suspender ambos os fármacos se QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms. Considerar reduzir dose do moxifloxacino para 200 mg/dia se função renal normal (evidência limitada).

Domperidona e Moxifloxacino interagem?

Sim, Domperidona e Moxifloxacino possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt por inibição da corrente ikr (herg). a domperidona é um potente bloqueador herg (ic50 ~0.1-0.3 µm). o moxifloxacino é a fluoroquinolona com maior potencial de prolongamento qt, com ic50 ~30-100 µm e efeito concentração-dependente bem documentado. estudos clínicos mostram aumento médio do qtc de 6-14 ms com moxifloxacino 400 mg/dia, podendo exceder 20 ms em alguns indivíduos. a coadministração com domperidona resulta em efeito aditivo, com alto risco de qtc > 500 ms e tdp, especialmente em pacientes com fatores de risco (sexo feminino, idade > 65 anos, hipocalemia, bradicardia, insuficiência cardíaca).. A conduta recomendada é: contraindicação relativa: evitar a associação sempre que possível. se absolutamente necessário (ex.: tuberculose multirresistente com necessidade de moxifloxacino e gastroparesia grave), requer avaliação cardiológica prévia. obter ecg basal e calcular qtc (fridericia). corrigir k+ para ≥ 4,5 meq/l e mg2+ para ≥ 2,0 mg/dl. iniciar com monitorização cardíaca contínua nas primeiras 48h em ambiente hospitalar. repetir ecg diariamente nos primeiros 3 dias e depois a cada 48-72h. suspender ambos os fármacos se qtc > 500 ms ou aumento > 60 ms. considerar reduzir dose do moxifloxacino para 200 mg/dia se função renal normal (evidência limitada)..

Qual o risco de Domperidona com Moxifloxacino?

O risco da associação Domperidona + Moxifloxacino é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc frequentemente > 500 ms, com risco substancial de torsades de pointes, taquicardia ventricular e morte súbita. O moxifloxacino já foi associado a casos de TdP em monoterapia; o risco é multiplicado com a adição de domperidona. A FDA contraindica o uso de moxifloxacino em pacientes com prolongamento QT conhecido ou em uso de outros fármacos que prolongam QT. Monitorar: ecg basal e diário nos primeiros 3 dias, depois a cada 48-72h. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) basais e diariamente durante a internação. monitorização cardíaca contínua (telemetria) nas primeiras 48-72h. avaliar função renal (clcr) para ajuste de dose do moxifloxacino. vigilância de sintomas prodrômicos: palpitações, síncope, tontura. em pacientes ambulatoriais, ecg semanal e orientação para procurar emergência se sintomas..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

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Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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