Domperidona + Erlotinibe

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento QTc aditivo com risco de TdP. Embora o erlotinibe tenha menor risco cardíaco que outros inibidores de EGFR (ex.: afatinibe, osimertinibe), a combinação com domperidona é preocupante. Casos de TdP com erlotinibe são raros, mas a adição de domperidona pode desencadear arritmias em pacientes suscetíveis.

Mecanismo

Efeito aditivo no prolongamento QT por bloqueio hERG. O erlotinibe prolonga QTc de forma leve a moderada (IC50 ~10-50 µM), com aumento médio de 5-10 ms, mas pode ser mais significativo em alguns pacientes. A domperidona é potente bloqueador hERG (IC50 ~0.1-0.3 µM). Além disso, o erlotinibe é um inibidor moderado da CYP3A4 (Ki ~10-30 µM) e da CYP1A2, podendo aumentar a exposição à domperidona em 20-40%. O erlotinibe também é substrato da CYP3A4 e da P-gp, e a competição pode alterar a farmacocinética de ambos. Em pacientes oncológicos, diarreia e vômitos são comuns, levando a distúrbios eletrolíticos que aumentam o risco de QT.

📋Conduta Clinica

Evitar a associação. Preferir antieméticos sem efeito QT (metoclopramida, dexametasona). Se domperidona for necessária, obter ECG basal e calcular QTc. Corrigir eletrólitos: K+ ≥ 4,5 mEq/L, Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. Iniciar domperidona 10 mg 3x/dia e repetir ECG em 48-72h e depois semanalmente. Monitorar diarreia e vômitos, repondo eletrólitos agressivamente. Suspender domperidona se QTc > 500 ms.

🔍O que monitorar

ECG basal, 48-72h após início, e depois a cada 1-2 semanas. Eletrólitos basais e a cada 48-72h, ou mais frequentemente se diarreia/vômitos. Função hepática (erlotinibe hepatotóxico). Vigilância de sintomas cardíacos e pulmonares (erlotinibe pode causar pneumonite).

Alternativas

Substituir domperidona por metoclopramida (10 mg 3x/dia) ou bromoprida. Para antiemese, considerar ondansetrona com monitoramento de QT, ou granisetrona. Se o paciente estiver usando outros fármacos que prolongam QT (ex.: azóis, macrolídeos), reavaliar todo o regime.

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024 (Domperidona: Known Risk; Erlotinibe: Possible Risk); Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication: Domperidone (2014).

Perguntas Frequentes

Pode tomar Domperidona com Erlotinibe?

A combinação de Domperidona com Erlotinibe apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc aditivo com risco de TdP. Embora o erlotinibe tenha menor risco cardíaco que outros inibidores de EGFR (ex.: afatinibe, osimertinibe), a combinação com domperidona é preocupante. Casos de TdP com erlotinibe são raros, mas a adição de domperidona pode desencadear arritmias em pacientes suscetíveis. Evitar a associação. Preferir antieméticos sem efeito QT (metoclopramida, dexametasona). Se domperidona for necessária, obter ECG basal e calcular QTc. Corrigir eletrólitos: K+ ≥ 4,5 mEq/L, Mg2+ ≥ 2,0 mg/dL. Iniciar domperidona 10 mg 3x/dia e repetir ECG em 48-72h e depois semanalmente. Monitorar diarreia e vômitos, repondo eletrólitos agressivamente. Suspender domperidona se QTc > 500 ms.

Domperidona e Erlotinibe interagem?

Sim, Domperidona e Erlotinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento qt por bloqueio herg. o erlotinibe prolonga qtc de forma leve a moderada (ic50 ~10-50 µm), com aumento médio de 5-10 ms, mas pode ser mais significativo em alguns pacientes. a domperidona é potente bloqueador herg (ic50 ~0.1-0.3 µm). além disso, o erlotinibe é um inibidor moderado da cyp3a4 (ki ~10-30 µm) e da cyp1a2, podendo aumentar a exposição à domperidona em 20-40%. o erlotinibe também é substrato da cyp3a4 e da p-gp, e a competição pode alterar a farmacocinética de ambos. em pacientes oncológicos, diarreia e vômitos são comuns, levando a distúrbios eletrolíticos que aumentam o risco de qt.. A conduta recomendada é: evitar a associação. preferir antieméticos sem efeito qt (metoclopramida, dexametasona). se domperidona for necessária, obter ecg basal e calcular qtc. corrigir eletrólitos: k+ ≥ 4,5 meq/l, mg2+ ≥ 2,0 mg/dl. iniciar domperidona 10 mg 3x/dia e repetir ecg em 48-72h e depois semanalmente. monitorar diarreia e vômitos, repondo eletrólitos agressivamente. suspender domperidona se qtc > 500 ms..

Qual o risco de Domperidona com Erlotinibe?

O risco da associação Domperidona + Erlotinibe é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc aditivo com risco de TdP. Embora o erlotinibe tenha menor risco cardíaco que outros inibidores de EGFR (ex.: afatinibe, osimertinibe), a combinação com domperidona é preocupante. Casos de TdP com erlotinibe são raros, mas a adição de domperidona pode desencadear arritmias em pacientes suscetíveis. Monitorar: ecg basal, 48-72h após início, e depois a cada 1-2 semanas. eletrólitos basais e a cada 48-72h, ou mais frequentemente se diarreia/vômitos. função hepática (erlotinibe hepatotóxico). vigilância de sintomas cardíacos e pulmonares (erlotinibe pode causar pneumonite)..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.