Diltiazem + Rivaroxabana

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Aumento significativo da exposição à rivaroxabana, elevando o risco de sangramento maior (intracraniano, gastrointestinal) e sangramento fatal. O risco é particularmente elevado em idosos, pacientes com insuficiência renal (CrCl <50 mL/min) ou baixo peso corporal.

Mecanismo

Diltiazem é um inibidor moderado do CYP3A4 e também inibidor da P-gp. Rivaroxabana é substrato de ambas as vias. A inibição dupla reduz significativamente a depuração, com estudos mostrando aumento de 40-50% na AUC e Cmax da rivaroxabana, especialmente em pacientes com função renal comprometida.

📋Conduta Clinica

Evitar o uso concomitante sempre que possível. Se a combinação for inevitável, reduzir a dose de rivaroxabana para 15 mg/dia (ao invés de 20 mg/dia) para FA não valvar, ou 10 mg/dia para TEV após fase aguda. Contraindicado se CrCl <30 mL/min. Monitorar rigorosamente sinais de sangramento.

🔍O que monitorar

Hemoglobina/hematócrito basal e periódico, sinais vitais, pesquisa de sangue oculto nas fezes, avaliação de equimoses, hematomas ou sangramento ativo. Questionar sobre epistaxe, gengivorragia. Monitorar função renal regularmente.

Alternativas

Substituir diltiazem por um anti-hipertensivo sem efeito inibitório relevante sobre CYP3A4/P-gp, como anlodipino (interação clinicamente insignificante com rivaroxabana) ou um betabloqueador como metoprolol. Se o objetivo for controle de frequência em FA, considerar digoxina (com monitorização) ou ablação.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Bula Xarelto (ANVISA); Lexicomp

Perguntas Frequentes

Pode tomar Diltiazem com Rivaroxabana?

A combinação de Diltiazem com Rivaroxabana apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo da exposição à rivaroxabana, elevando o risco de sangramento maior (intracraniano, gastrointestinal) e sangramento fatal. O risco é particularmente elevado em idosos, pacientes com insuficiência renal (CrCl <50 mL/min) ou baixo peso corporal. Evitar o uso concomitante sempre que possível. Se a combinação for inevitável, reduzir a dose de rivaroxabana para 15 mg/dia (ao invés de 20 mg/dia) para FA não valvar, ou 10 mg/dia para TEV após fase aguda. Contraindicado se CrCl <30 mL/min. Monitorar rigorosamente sinais de sangramento.

Diltiazem e Rivaroxabana interagem?

Sim, Diltiazem e Rivaroxabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve diltiazem é um inibidor moderado do cyp3a4 e também inibidor da p-gp. rivaroxabana é substrato de ambas as vias. a inibição dupla reduz significativamente a depuração, com estudos mostrando aumento de 40-50% na auc e cmax da rivaroxabana, especialmente em pacientes com função renal comprometida.. A conduta recomendada é: evitar o uso concomitante sempre que possível. se a combinação for inevitável, reduzir a dose de rivaroxabana para 15 mg/dia (ao invés de 20 mg/dia) para fa não valvar, ou 10 mg/dia para tev após fase aguda. contraindicado se crcl <30 ml/min. monitorar rigorosamente sinais de sangramento..

Qual o risco de Diltiazem com Rivaroxabana?

O risco da associação Diltiazem + Rivaroxabana é classificado como GRAVE. Aumento significativo da exposição à rivaroxabana, elevando o risco de sangramento maior (intracraniano, gastrointestinal) e sangramento fatal. O risco é particularmente elevado em idosos, pacientes com insuficiência renal (CrCl <50 mL/min) ou baixo peso corporal. Monitorar: hemoglobina/hematócrito basal e periódico, sinais vitais, pesquisa de sangue oculto nas fezes, avaliação de equimoses, hematomas ou sangramento ativo. questionar sobre epistaxe, gengivorragia. monitorar função renal regularmente..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.