Diltiazem + Apixabana

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento moderado da exposição à apixabana, com potencial elevação do risco de sangramento, embora menor do que com rivaroxabana. O risco é mais relevante em pacientes com fatores adicionais: idade >80 anos, peso <60 kg, creatinina sérica >1,5 mg/dL.

Mecanismo

Diltiazem é um inibidor moderado do CYP3A4, responsável por cerca de 25% da depuração da apixabana. A apixabana também é substrato da P-gp, que o diltiazem inibe. Estudos de interação mostram um aumento de aproximadamente 40% na AUC da apixabana, um efeito menos pronunciado do que com inibidores fortes (cetoconazol: aumento de 100%).

📋Conduta Clinica

A combinação pode ser usada com cautela. Se o paciente tiver 2 ou mais fatores de risco (idade ≥80 anos, peso ≤60 kg, Cr ≥1,5 mg/dL), reduzir a dose de apixabana para 2,5 mg 2x/dia. Para os demais, manter a dose padrão (5 mg 2x/dia) e monitorar. Contraindicado se CrCl <15 mL/min.

🔍O que monitorar

Hemoglobina/hematócrito basal e a cada 3-6 meses, sinais de sangramento, função renal. Atenção a quedas e traumas em idosos.

Alternativas

Se necessário, substituir diltiazem por anlodipino ou outro anti-hipertensivo não inibidor do CYP3A4/P-gp. A apixabana é o DOAC de escolha quando a inibição do CYP3A4/P-gp é inevitável, por ter menor dependência desta via.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Bula Eliquis (ANVISA); Lexicomp

Perguntas Frequentes

Pode tomar Diltiazem com Apixabana?

A combinação de Diltiazem com Apixabana apresenta interação de gravidade moderada. Aumento moderado da exposição à apixabana, com potencial elevação do risco de sangramento, embora menor do que com rivaroxabana. O risco é mais relevante em pacientes com fatores adicionais: idade >80 anos, peso <60 kg, creatinina sérica >1,5 mg/dL. A combinação pode ser usada com cautela. Se o paciente tiver 2 ou mais fatores de risco (idade ≥80 anos, peso ≤60 kg, Cr ≥1,5 mg/dL), reduzir a dose de apixabana para 2,5 mg 2x/dia. Para os demais, manter a dose padrão (5 mg 2x/dia) e monitorar. Contraindicado se CrCl <15 mL/min.

Diltiazem e Apixabana interagem?

Sim, Diltiazem e Apixabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve diltiazem é um inibidor moderado do cyp3a4, responsável por cerca de 25% da depuração da apixabana. a apixabana também é substrato da p-gp, que o diltiazem inibe. estudos de interação mostram um aumento de aproximadamente 40% na auc da apixabana, um efeito menos pronunciado do que com inibidores fortes (cetoconazol: aumento de 100%).. A conduta recomendada é: a combinação pode ser usada com cautela. se o paciente tiver 2 ou mais fatores de risco (idade ≥80 anos, peso ≤60 kg, cr ≥1,5 mg/dl), reduzir a dose de apixabana para 2,5 mg 2x/dia. para os demais, manter a dose padrão (5 mg 2x/dia) e monitorar. contraindicado se crcl <15 ml/min..

Qual o risco de Diltiazem com Apixabana?

O risco da associação Diltiazem + Apixabana é classificado como MODERADA. Aumento moderado da exposição à apixabana, com potencial elevação do risco de sangramento, embora menor do que com rivaroxabana. O risco é mais relevante em pacientes com fatores adicionais: idade >80 anos, peso <60 kg, creatinina sérica >1,5 mg/dL. Monitorar: hemoglobina/hematócrito basal e a cada 3-6 meses, sinais de sangramento, função renal. atenção a quedas e traumas em idosos..

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Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
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Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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