Digoxina + Verapamil
⚠O que acontece
Bradicardia grave, bloqueio AV 2º/3º grau, toxicidade digitálica (náuseas, visão amarelada). Potencialmente fatal.
⚙Mecanismo
Verapamil inibe P-gp intestinal e renal, reduzindo eliminação da digoxina em 35-40%. Ambos reduzem condução AV (efeito farmacológico aditivo).
📋Conduta Clinica
Reduzir digoxina em 33-50% ao iniciar verapamil. Monitorar digoxinemia e ECG em 5-7 dias.
🔍O que monitorar
Digoxinemia (0.5-1.0 ng/mL), ECG (PR, FC), K+, sintomas de bradicardia.
↺Alternativas
Diltiazem (menor impacto em P-gp que verapamil). Ou betabloqueador + digoxina (também bradicardia, mas sem P-gp).
📚Referências
UpToDate 2024; Micromedex 2024; AHA Guidelines
Perguntas Frequentes
Pode tomar Digoxina com Verapamil?
A combinação de Digoxina com Verapamil apresenta interação de gravidade grave. Bradicardia grave, bloqueio AV 2º/3º grau, toxicidade digitálica (náuseas, visão amarelada). Potencialmente fatal. Reduzir digoxina em 33-50% ao iniciar verapamil. Monitorar digoxinemia e ECG em 5-7 dias.
Digoxina e Verapamil interagem?
Sim, Digoxina e Verapamil possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve verapamil inibe p-gp intestinal e renal, reduzindo eliminação da digoxina em 35-40%. ambos reduzem condução av (efeito farmacológico aditivo).. A conduta recomendada é: reduzir digoxina em 33-50% ao iniciar verapamil. monitorar digoxinemia e ecg em 5-7 dias..
Qual o risco de Digoxina com Verapamil?
O risco da associação Digoxina + Verapamil é classificado como GRAVE. Bradicardia grave, bloqueio AV 2º/3º grau, toxicidade digitálica (náuseas, visão amarelada). Potencialmente fatal. Monitorar: digoxinemia (0.5-1.0 ng/ml), ecg (pr, fc), k+, sintomas de bradicardia..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
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