Clomipramina + Sunitinibe

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Risco absoluto estimado em 1-3% com múltiplos fatores de risco.

Mecanismo

Ambos prolongam intervalo QT por bloqueio de canais hERG (IKr). Clomipramina inibe IKr com IC50 ~1-5 μM, sunitinibe com IC50 ~5-10 μM. Efeito aditivo no prolongamento do QTc, especialmente em pacientes com fatores de risco: sexo feminino, idade >65 anos, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, uso de diuréticos, síndrome do QT longo congênito. Sunitinibe também pode causar hipertensão e hipotireoidismo, que indiretamente afetam o QT.

📋Conduta Clinica

Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex: carcinoma renal + depressão grave): realizar ECG basal com QTc (fórmula de Fridericia se FC irregular). Manter K+ sérico > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL (corrigir antes de iniciar). Iniciar clomipramina com 25 mg/dia e sunitinibe na dose padrão (50 mg/dia, 4 semanas on/2 off). Reavaliar ECG no dia 14 do ciclo e após cada ajuste de dose.

🔍O que monitorar

ECG com QTc antes do início, dia 14 do primeiro ciclo, e mensalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) a cada 2 semanas. Sinais de arritmia: palpitações, síncope, tontura (orientar paciente a relatar imediatamente). PA e função tireoidiana (TSH) a cada ciclo.

Alternativas

Substituir clomipramina por ISRS com menor risco de QT (ex: sertralina, escitalopram - ambos com risco condicional em CredibleMeds). Para carcinoma renal, avaliar pazopanibe (risco possível de QT, mas menor) ou axitinibe (risco desconhecido).

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024 (Clomipramina: risco conhecido; Sunitinibe: risco possível); Micromedex 2024; UpToDate 2024; ACC/AHA Guidelines on QT Monitoring 2023

Perguntas Frequentes

Pode tomar Clomipramina com Sunitinibe?

A combinação de Clomipramina com Sunitinibe apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Risco absoluto estimado em 1-3% com múltiplos fatores de risco. Evitar associação sempre que possível. Se indispensável (ex: carcinoma renal + depressão grave): realizar ECG basal com QTc (fórmula de Fridericia se FC irregular). Manter K+ sérico > 4,0 mEq/L e Mg2+ > 2,0 mg/dL (corrigir antes de iniciar). Iniciar clomipramina com 25 mg/dia e sunitinibe na dose padrão (50 mg/dia, 4 semanas on/2 off). Reavaliar ECG no dia 14 do ciclo e após cada ajuste de dose.

Clomipramina e Sunitinibe interagem?

Sim, Clomipramina e Sunitinibe possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos prolongam intervalo qt por bloqueio de canais herg (ikr). clomipramina inibe ikr com ic50 ~1-5 μm, sunitinibe com ic50 ~5-10 μm. efeito aditivo no prolongamento do qtc, especialmente em pacientes com fatores de risco: sexo feminino, idade >65 anos, bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia, uso de diuréticos, síndrome do qt longo congênito. sunitinibe também pode causar hipertensão e hipotireoidismo, que indiretamente afetam o qt.. A conduta recomendada é: evitar associação sempre que possível. se indispensável (ex: carcinoma renal + depressão grave): realizar ecg basal com qtc (fórmula de fridericia se fc irregular). manter k+ sérico > 4,0 meq/l e mg2+ > 2,0 mg/dl (corrigir antes de iniciar). iniciar clomipramina com 25 mg/dia e sunitinibe na dose padrão (50 mg/dia, 4 semanas on/2 off). reavaliar ecg no dia 14 do ciclo e após cada ajuste de dose..

Qual o risco de Clomipramina com Sunitinibe?

O risco da associação Clomipramina + Sunitinibe é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc > 500 ms ou aumento > 60 ms do basal, com risco de torsades de pointes e morte súbita cardíaca. Risco absoluto estimado em 1-3% com múltiplos fatores de risco. Monitorar: ecg com qtc antes do início, dia 14 do primeiro ciclo, e mensalmente. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) a cada 2 semanas. sinais de arritmia: palpitações, síncope, tontura (orientar paciente a relatar imediatamente). pa e função tireoidiana (tsh) a cada ciclo..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.