Claritromicina + Venlafaxina
⚠O que acontece
Prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores de risco (idade >65 anos, sexo feminino, hipocalemia, cardiopatia).
⚙Mecanismo
Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Claritromicina é 'Known Risk of TdP' (CredibleMeds), bloqueando canais hERG (IKr). Venlafaxina é 'Conditional Risk of TdP', com bloqueio de canais hERG e inibição da recaptação de noradrenalina, que pode aumentar a frequência cardíaca e mascarar o prolongamento do QT. Em superdoses, o risco de TdP é bem documentado. A combinação potencializa a inibição de IKr, aumentando o risco de arritmias ventriculares.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável: 1) ECG basal e após 24-48h, repetir semanalmente por 4 semanas. 2) Manter K+ >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL. 3) Evitar outros fármacos que prolonguem QT. 4) Iniciar venlafaxina com 37,5 mg/dia e titular lentamente, não excedendo 150 mg/dia. 5) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas de arritmia.
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia) basal, 24-48h, e semanalmente no primeiro mês. Eletrólitos séricos (K+, Mg2+) basais e após 1 semana. Monitorar sintomas: palpitações, síncope, tontura. Atenção à frequência cardíaca (taquicardia pode mascarar QT prolongado).
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina (menor risco) ou amoxicilina. Para venlafaxina, considerar desvenlafaxina (menor efeito QT) ou bupropiona (sem efeito QT). Consultar CredibleMeds.org.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Diretrizes ACC/AHA sobre QT Prolongado
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Venlafaxina?
A combinação de Claritromicina com Venlafaxina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores de risco (idade >65 anos, sexo feminino, hipocalemia, cardiopatia). Evitar a associação. Se indispensável: 1) ECG basal e após 24-48h, repetir semanalmente por 4 semanas. 2) Manter K+ >4,0 mEq/L e Mg2+ >2,0 mg/dL. 3) Evitar outros fármacos que prolonguem QT. 4) Iniciar venlafaxina com 37,5 mg/dia e titular lentamente, não excedendo 150 mg/dia. 5) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas de arritmia.
Claritromicina e Venlafaxina interagem?
Sim, Claritromicina e Venlafaxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. claritromicina é 'known risk of tdp' (crediblemeds), bloqueando canais herg (ikr). venlafaxina é 'conditional risk of tdp', com bloqueio de canais herg e inibição da recaptação de noradrenalina, que pode aumentar a frequência cardíaca e mascarar o prolongamento do qt. em superdoses, o risco de tdp é bem documentado. a combinação potencializa a inibição de ikr, aumentando o risco de arritmias ventriculares.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável: 1) ecg basal e após 24-48h, repetir semanalmente por 4 semanas. 2) manter k+ >4,0 meq/l e mg2+ >2,0 mg/dl. 3) evitar outros fármacos que prolonguem qt. 4) iniciar venlafaxina com 37,5 mg/dia e titular lentamente, não excedendo 150 mg/dia. 5) suspender se qtc >500 ms ou sintomas de arritmia..
Qual o risco de Claritromicina com Venlafaxina?
O risco da associação Claritromicina + Venlafaxina é classificado como GRAVE. Prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco aumentado em pacientes com fatores de risco (idade >65 anos, sexo feminino, hipocalemia, cardiopatia). Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia) basal, 24-48h, e semanalmente no primeiro mês. eletrólitos séricos (k+, mg2+) basais e após 1 semana. monitorar sintomas: palpitações, síncope, tontura. atenção à frequência cardíaca (taquicardia pode mascarar qt prolongado)..
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Atualizado em junho/2026
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