Claritromicina + Moxifloxacino
⚠O que acontece
Prolongamento acentuado do QTc (>500ms) com risco elevado de Torsades de Pointes e morte súbita. Casos de arritmia fatal são relatados com moxifloxacino isoladamente, e o risco é multiplicado com claritromicina.
⚙Mecanismo
Ambos são potentes bloqueadores dos canais hERG (IKr). Moxifloxacino é a fluoroquinolona com maior risco de prolongamento QT, podendo aumentar o QTc em 10-20ms em monoterapia. A combinação com claritromicina resulta em efeito aditivo significativo, com alto potencial de Torsades de Pointes, especialmente em pacientes com predisposição.
📋Conduta Clinica
Evitar absolutamente a associação. Não há justificativa clínica para o uso concomitante, pois ambas cobrem espectros semelhantes em muitas infecções respiratórias. Se houver erro de prescrição, suspender imediatamente um dos fármacos e realizar ECG.
🔍O que monitorar
Se a exposição já ocorreu: ECG imediato com QTc. Monitorar eletrólitos (K+, Mg2+) e corrigir se baixos. Observação cardíaca por 24-48h.
↺Alternativas
Substituir claritromicina por doxiciclina ou azitromicina (cautela). Para moxifloxacino, usar levofloxacino (menor risco, mas ainda com cautela) ou beta-lactâmico. Consultar CredibleMeds.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Lexicomp 2024; FDA Drug Safety Communication
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Moxifloxacino?
A combinação de Claritromicina com Moxifloxacino apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento acentuado do QTc (>500ms) com risco elevado de Torsades de Pointes e morte súbita. Casos de arritmia fatal são relatados com moxifloxacino isoladamente, e o risco é multiplicado com claritromicina. Evitar absolutamente a associação. Não há justificativa clínica para o uso concomitante, pois ambas cobrem espectros semelhantes em muitas infecções respiratórias. Se houver erro de prescrição, suspender imediatamente um dos fármacos e realizar ECG.
Claritromicina e Moxifloxacino interagem?
Sim, Claritromicina e Moxifloxacino possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos são potentes bloqueadores dos canais herg (ikr). moxifloxacino é a fluoroquinolona com maior risco de prolongamento qt, podendo aumentar o qtc em 10-20ms em monoterapia. a combinação com claritromicina resulta em efeito aditivo significativo, com alto potencial de torsades de pointes, especialmente em pacientes com predisposição.. A conduta recomendada é: evitar absolutamente a associação. não há justificativa clínica para o uso concomitante, pois ambas cobrem espectros semelhantes em muitas infecções respiratórias. se houver erro de prescrição, suspender imediatamente um dos fármacos e realizar ecg..
Qual o risco de Claritromicina com Moxifloxacino?
O risco da associação Claritromicina + Moxifloxacino é classificado como GRAVE. Prolongamento acentuado do QTc (>500ms) com risco elevado de Torsades de Pointes e morte súbita. Casos de arritmia fatal são relatados com moxifloxacino isoladamente, e o risco é multiplicado com claritromicina. Monitorar: se a exposição já ocorreu: ecg imediato com qtc. monitorar eletrólitos (k+, mg2+) e corrigir se baixos. observação cardíaca por 24-48h..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.