Claritromicina + Metadona
⚠O que acontece
Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms em relação ao basal, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. Relatos de caso documentam arritmias fatais com esta associação.
⚙Mecanismo
Ambos os fármacos prolongam o intervalo QT por bloqueio dos canais de potássio hERG (IKr), retardando a repolarização ventricular. A claritromicina bloqueia o canal com IC50 ~10-30 μM, e a metadona com IC50 ~1-10 μM (enantiômero S é mais potente). O efeito é aditivo e pode ser exacerbado por fatores como bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia e sexo feminino. O risco de torsades de pointes é bem documentado com esta combinação.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável: obter ECG basal e 24-48h após início da claritromicina. Manter K+ ≥4.0 mEq/L e Mg2+ ≥2.0 mg/dL. Suspender um dos fármacos se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Considerar redução de dose da metadona e monitorização cardíaca contínua em ambiente hospitalar.
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia ou Framingham) basal, 24-48h após início e semanalmente. Eletrólitos (K+, Mg2+, Ca2+) basal e a cada 2-3 dias. Sinais de arritmia (palpitações, síncope).
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina (menor risco de prolongamento QT) ou outro antibiótico não cardiotóxico. Para metadona, considerar buprenorfina se apropriado, que tem menor efeito no QT.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; Tisdale et al. Circ Cardiovasc Qual Outcomes. 2013;6(4):479-87
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Metadona?
A combinação de Claritromicina com Metadona apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms em relação ao basal, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. Relatos de caso documentam arritmias fatais com esta associação. Evitar a associação. Se inevitável: obter ECG basal e 24-48h após início da claritromicina. Manter K+ ≥4.0 mEq/L e Mg2+ ≥2.0 mg/dL. Suspender um dos fármacos se QTc >500 ms ou aumento >60 ms. Considerar redução de dose da metadona e monitorização cardíaca contínua em ambiente hospitalar.
Claritromicina e Metadona interagem?
Sim, Claritromicina e Metadona possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ambos os fármacos prolongam o intervalo qt por bloqueio dos canais de potássio herg (ikr), retardando a repolarização ventricular. a claritromicina bloqueia o canal com ic50 ~10-30 μm, e a metadona com ic50 ~1-10 μm (enantiômero s é mais potente). o efeito é aditivo e pode ser exacerbado por fatores como bradicardia, hipocalemia, hipomagnesemia e sexo feminino. o risco de torsades de pointes é bem documentado com esta combinação.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: obter ecg basal e 24-48h após início da claritromicina. manter k+ ≥4.0 meq/l e mg2+ ≥2.0 mg/dl. suspender um dos fármacos se qtc >500 ms ou aumento >60 ms. considerar redução de dose da metadona e monitorização cardíaca contínua em ambiente hospitalar..
Qual o risco de Claritromicina com Metadona?
O risco da associação Claritromicina + Metadona é classificado como GRAVE. Prolongamento do QTc >500 ms ou aumento >60 ms em relação ao basal, com risco de torsades de pointes, síncope e morte súbita cardíaca. Relatos de caso documentam arritmias fatais com esta associação. Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia ou framingham) basal, 24-48h após início e semanalmente. eletrólitos (k+, mg2+, ca2+) basal e a cada 2-3 dias. sinais de arritmia (palpitações, síncope)..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.