Claritromicina + Escitalopram
⚠O que acontece
Prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco maior em pacientes com fatores predisponentes (idade avançada, sexo feminino, hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia).
⚙Mecanismo
Efeito aditivo no prolongamento do intervalo QT. Claritromicina é 'Known Risk of TdP' (CredibleMeds), bloqueando canais hERG (IKr). Escitalopram é 'Conditional Risk of TdP', com bloqueio de canais hERG dependente de concentração, geralmente em doses >20 mg/dia ou superdose. A coadministração soma os efeitos inibitórios sobre IKr, prolongando a repolarização ventricular e aumentando o risco de arritmias.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se inevitável: 1) ECG basal e após 24-48h, repetir semanalmente por 4 semanas. 2) Corrigir eletrólitos: K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL. 3) Evitar outros fármacos que prolonguem QT. 4) Limitar dose de escitalopram a 10 mg/dia. 5) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas (síncope, palpitações).
🔍O que monitorar
ECG com QTc (fórmula de Fridericia) basal, 24-48h, e semanalmente no primeiro mês. Eletrólitos séricos (K+, Mg2+) basais e após 1 semana. Monitorar sinais de arritmia: palpitações, síncope, convulsões.
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina (menor risco) ou levofloxacino (risco similar, evitar). Para escitalopram, considerar sertralina (menor risco QT) ou mirtazapina (sem efeito QT). Consultar CredibleMeds.org.
📚Referências
CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024; UpToDate 2024; Diretrizes ACC/AHA sobre QT Prolongado
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Escitalopram?
A combinação de Claritromicina com Escitalopram apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco maior em pacientes com fatores predisponentes (idade avançada, sexo feminino, hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia). Evitar a associação. Se inevitável: 1) ECG basal e após 24-48h, repetir semanalmente por 4 semanas. 2) Corrigir eletrólitos: K+ >4,0 mEq/L, Mg2+ >2,0 mg/dL. 3) Evitar outros fármacos que prolonguem QT. 4) Limitar dose de escitalopram a 10 mg/dia. 5) Suspender se QTc >500 ms ou sintomas (síncope, palpitações).
Claritromicina e Escitalopram interagem?
Sim, Claritromicina e Escitalopram possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve efeito aditivo no prolongamento do intervalo qt. claritromicina é 'known risk of tdp' (crediblemeds), bloqueando canais herg (ikr). escitalopram é 'conditional risk of tdp', com bloqueio de canais herg dependente de concentração, geralmente em doses >20 mg/dia ou superdose. a coadministração soma os efeitos inibitórios sobre ikr, prolongando a repolarização ventricular e aumentando o risco de arritmias.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se inevitável: 1) ecg basal e após 24-48h, repetir semanalmente por 4 semanas. 2) corrigir eletrólitos: k+ >4,0 meq/l, mg2+ >2,0 mg/dl. 3) evitar outros fármacos que prolonguem qt. 4) limitar dose de escitalopram a 10 mg/dia. 5) suspender se qtc >500 ms ou sintomas (síncope, palpitações)..
Qual o risco de Claritromicina com Escitalopram?
O risco da associação Claritromicina + Escitalopram é classificado como GRAVE. Prolongamento do intervalo QTc >500 ms ou aumento >60 ms da linha de base, com risco de torsades de pointes (TdP) e morte súbita cardíaca. Risco maior em pacientes com fatores predisponentes (idade avançada, sexo feminino, hipocalemia, hipomagnesemia, bradicardia). Monitorar: ecg com qtc (fórmula de fridericia) basal, 24-48h, e semanalmente no primeiro mês. eletrólitos séricos (k+, mg2+) basais e após 1 semana. monitorar sinais de arritmia: palpitações, síncope, convulsões..
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Atualizado em junho/2026
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