Claritromicina + Digoxina
⚠O que acontece
Aumento dos níveis séricos de digoxina (AUC aumentada em até 2-4x), com risco de toxicidade digitálica: náuseas, vômitos, diarreia, visão turva, arritmias cardíacas (bradicardia, bloqueio AV, taquicardia ventricular). O risco é maior em idosos, pacientes com insuficiência renal e distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia).
⚙Mecanismo
Claritromicina é um potente inibidor da glicoproteína P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~ 1-10 µM). A digoxina é um substrato da P-gp com índice terapêutico estreito (faixa: 0,8-2,0 ng/mL). A inibição da P-gp pela claritromicina reduz a eliminação intestinal (aumenta absorção) e renal (reduz secreção tubular) da digoxina, elevando sua AUC em até 2-4 vezes. Isso pode levar a níveis tóxicos de digoxina, mesmo com doses terapêuticas.
📋Conduta Clinica
Se a associação for necessária, reduzir a dose de digoxina em 30-50% no início do tratamento com claritromicina. Monitorar níveis séricos de digoxina (alvo: 0,8-2,0 ng/mL) após 3-5 dias do início da claritromicina e ajustar a dose conforme necessário. Se possível, substituir claritromicina por azitromicina (menor inibição da P-gp) ou outro antibiótico não inibidor.
🔍O que monitorar
Dosar nível sérico de digoxina basal e a cada 3-5 dias durante o uso concomitante. Monitorar função renal (creatinina, clearance de creatinina) e eletrólitos (K+, Mg2+). Observar sinais clínicos de toxicidade digitálica (náuseas, vômitos, alterações visuais, arritmias). Realizar ECG se houver suspeita de toxicidade.
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina (menor inibição da P-gp) ou outro antibiótico não inibidor da P-gp. Se a digoxina for essencial, considerar outro inotrópico com menor dependência de P-gp, se possível.
📚Referências
UCSF P-gp Table; Micromedex 2024; UpToDate 2024; FDA Drug Safety Communication
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Digoxina?
A combinação de Claritromicina com Digoxina apresenta interação de gravidade grave. Aumento dos níveis séricos de digoxina (AUC aumentada em até 2-4x), com risco de toxicidade digitálica: náuseas, vômitos, diarreia, visão turva, arritmias cardíacas (bradicardia, bloqueio AV, taquicardia ventricular). O risco é maior em idosos, pacientes com insuficiência renal e distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia). Se a associação for necessária, reduzir a dose de digoxina em 30-50% no início do tratamento com claritromicina. Monitorar níveis séricos de digoxina (alvo: 0,8-2,0 ng/mL) após 3-5 dias do início da claritromicina e ajustar a dose conforme necessário. Se possível, substituir claritromicina por azitromicina (menor inibição da P-gp) ou outro antibiótico não inibidor.
Claritromicina e Digoxina interagem?
Sim, Claritromicina e Digoxina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve claritromicina é um potente inibidor da glicoproteína p (p-gp) intestinal e renal (ic50 ~ 1-10 µm). a digoxina é um substrato da p-gp com índice terapêutico estreito (faixa: 0,8-2,0 ng/ml). a inibição da p-gp pela claritromicina reduz a eliminação intestinal (aumenta absorção) e renal (reduz secreção tubular) da digoxina, elevando sua auc em até 2-4 vezes. isso pode levar a níveis tóxicos de digoxina, mesmo com doses terapêuticas.. A conduta recomendada é: se a associação for necessária, reduzir a dose de digoxina em 30-50% no início do tratamento com claritromicina. monitorar níveis séricos de digoxina (alvo: 0,8-2,0 ng/ml) após 3-5 dias do início da claritromicina e ajustar a dose conforme necessário. se possível, substituir claritromicina por azitromicina (menor inibição da p-gp) ou outro antibiótico não inibidor..
Qual o risco de Claritromicina com Digoxina?
O risco da associação Claritromicina + Digoxina é classificado como GRAVE. Aumento dos níveis séricos de digoxina (AUC aumentada em até 2-4x), com risco de toxicidade digitálica: náuseas, vômitos, diarreia, visão turva, arritmias cardíacas (bradicardia, bloqueio AV, taquicardia ventricular). O risco é maior em idosos, pacientes com insuficiência renal e distúrbios eletrolíticos (hipocalemia, hipomagnesemia). Monitorar: dosar nível sérico de digoxina basal e a cada 3-5 dias durante o uso concomitante. monitorar função renal (creatinina, clearance de creatinina) e eletrólitos (k+, mg2+). observar sinais clínicos de toxicidade digitálica (náuseas, vômitos, alterações visuais, arritmias). realizar ecg se houver suspeita de toxicidade..
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Atualizado em junho/2026
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