Claritromicina + Dabigatrana
⚠O que acontece
Aumento significativo do risco de sangramento maior (gastrointestinal, intracraniano) e menor (epistaxe, hematúria). Estudos de coorte mostram hazard ratio de 1,5-2,0 para sangramento com inibidores fortes da P-gp. A dabigatrana não possui antídoto específico amplamente disponível (idarucizumabe é restrito a hospitais).
⚙Mecanismo
Claritromicina é inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) intestinal e renal (IC50 ~ 4-8 μM). Dabigatrana etexilato é pró-fármaco substrato da P-gp com baixa biodisponibilidade oral (~6,5%); sua absorção e excreção renal dependem criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela claritromicina aumenta a Cmax e AUC da dabigatrana em 50-100%, elevando o risco de hemorragia. O efeito é mais pronunciado em idosos e na insuficiência renal (clearance de creatinina < 50 mL/min), onde a dabigatrana acumula.
📋Conduta Clinica
Evitar a associação. Se indispensável (ex.: infecção grave por micobactéria + FA com alto risco de AVC), reduzir a dose de dabigatrana para 75 mg 2x/dia (se dose usual 150 mg 2x/dia) ou 110 mg 2x/dia (se dose usual 150 mg 2x/dia, conforme disponibilidade local) e monitorar rigorosamente. Administrar claritromicina e dabigatrana com intervalo mínimo de 2 horas para minimizar interação intraluminal. Em pacientes com ClCr 30-50 mL/min, considerar reduzir dabigatrana para 75 mg 2x/dia e monitorar nível sérico. Contraindicado se ClCr < 30 mL/min.
🔍O que monitorar
Dosagem do nível sérico de dabigatrana (tempo de trombina diluído - dTT ou tempo de coagulação de ecarina - ECT) no vale (pré-dose) após 2-3 dias do início da claritromicina. Alvo: nível vale < 50 ng/mL para segurança. Hemoglobina/hematócrito basal e a cada 48-72h. Função renal (creatinina, ClCr) basal e a cada 3-5 dias. Sinais de sangramento: petéquias, equimoses, sangramento gengival, melena.
↺Alternativas
Substituir claritromicina por azitromicina (inibidor fraco da P-gp, menor interação) ou doxiciclina. Se antibiótico não puder ser trocado, considerar substituir dabigatrana por apixabana (menor dependência de P-gp, mas ainda com interação moderada) ou varfarina (monitorar RNI), ou heparina de baixo peso molecular durante o curso do antibiótico.
📚Referências
UCSF P-gp Interaction Table; Micromedex 2024; FDA Drug Safety Communication: Dabigatran (Pradaxa) - Drug Interactions; RE-LY trial subgroup analysis.
Perguntas Frequentes
Pode tomar Claritromicina com Dabigatrana?
A combinação de Claritromicina com Dabigatrana apresenta interação de gravidade grave. Aumento significativo do risco de sangramento maior (gastrointestinal, intracraniano) e menor (epistaxe, hematúria). Estudos de coorte mostram hazard ratio de 1,5-2,0 para sangramento com inibidores fortes da P-gp. A dabigatrana não possui antídoto específico amplamente disponível (idarucizumabe é restrito a hospitais). Evitar a associação. Se indispensável (ex.: infecção grave por micobactéria + FA com alto risco de AVC), reduzir a dose de dabigatrana para 75 mg 2x/dia (se dose usual 150 mg 2x/dia) ou 110 mg 2x/dia (se dose usual 150 mg 2x/dia, conforme disponibilidade local) e monitorar rigorosamente. Administrar claritromicina e dabigatrana com intervalo mínimo de 2 horas para minimizar interação intraluminal. Em pacientes com ClCr 30-50 mL/min, considerar reduzir dabigatrana para 75 mg 2x/dia e monitorar nível sérico. Contraindicado se ClCr < 30 mL/min.
Claritromicina e Dabigatrana interagem?
Sim, Claritromicina e Dabigatrana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve claritromicina é inibidor potente da glicoproteína-p (p-gp) intestinal e renal (ic50 ~ 4-8 μm). dabigatrana etexilato é pró-fármaco substrato da p-gp com baixa biodisponibilidade oral (~6,5%); sua absorção e excreção renal dependem criticamente deste transportador. a inibição da p-gp pela claritromicina aumenta a cmax e auc da dabigatrana em 50-100%, elevando o risco de hemorragia. o efeito é mais pronunciado em idosos e na insuficiência renal (clearance de creatinina < 50 ml/min), onde a dabigatrana acumula.. A conduta recomendada é: evitar a associação. se indispensável (ex.: infecção grave por micobactéria + fa com alto risco de avc), reduzir a dose de dabigatrana para 75 mg 2x/dia (se dose usual 150 mg 2x/dia) ou 110 mg 2x/dia (se dose usual 150 mg 2x/dia, conforme disponibilidade local) e monitorar rigorosamente. administrar claritromicina e dabigatrana com intervalo mínimo de 2 horas para minimizar interação intraluminal. em pacientes com clcr 30-50 ml/min, considerar reduzir dabigatrana para 75 mg 2x/dia e monitorar nível sérico. contraindicado se clcr < 30 ml/min..
Qual o risco de Claritromicina com Dabigatrana?
O risco da associação Claritromicina + Dabigatrana é classificado como GRAVE. Aumento significativo do risco de sangramento maior (gastrointestinal, intracraniano) e menor (epistaxe, hematúria). Estudos de coorte mostram hazard ratio de 1,5-2,0 para sangramento com inibidores fortes da P-gp. A dabigatrana não possui antídoto específico amplamente disponível (idarucizumabe é restrito a hospitais). Monitorar: dosagem do nível sérico de dabigatrana (tempo de trombina diluído - dtt ou tempo de coagulação de ecarina - ect) no vale (pré-dose) após 2-3 dias do início da claritromicina. alvo: nível vale < 50 ng/ml para segurança. hemoglobina/hematócrito basal e a cada 48-72h. função renal (creatinina, clcr) basal e a cada 3-5 dias. sinais de sangramento: petéquias, equimoses, sangramento gengival, melena..
Interações Relacionadas
Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.
Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.
O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.
Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.
Atualizado em junho/2026
Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B
As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.