Ciprofloxacino + Ranolazina

GraveRisco elevado — pode causar dano significativo ao paciente
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento QTc >500 ms com risco de torsades de pointes.

Mecanismo

Ciprofloxacino: inibição fraca de hERG (risco condicional). Ranolazina: bloqueio moderado de IKr (risco conhecido). Efeito aditivo na repolarização.

📋Conduta Clinica

Evitar combinação. Se inevitável: ECG basal + QTc em 48-72h e semanalmente. Corrigir K+ >4.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL.

🔍O que monitorar

ECG com QTc, eletrólitos (K+, Mg2+), sintomas arrítmicos.

Alternativas

Usar antibiótico sem risco QT (ex: penicilina ou cefalosporina).

📚Referências

CredibleMeds QT Drug List 2024; Micromedex 2024

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ciprofloxacino com Ranolazina?

A combinação de Ciprofloxacino com Ranolazina apresenta interação de gravidade grave. Prolongamento QTc >500 ms com risco de torsades de pointes. Evitar combinação. Se inevitável: ECG basal + QTc em 48-72h e semanalmente. Corrigir K+ >4.0 mEq/L e Mg2+ >2.0 mg/dL.

Ciprofloxacino e Ranolazina interagem?

Sim, Ciprofloxacino e Ranolazina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ciprofloxacino: inibição fraca de herg (risco condicional). ranolazina: bloqueio moderado de ikr (risco conhecido). efeito aditivo na repolarização.. A conduta recomendada é: evitar combinação. se inevitável: ecg basal + qtc em 48-72h e semanalmente. corrigir k+ >4.0 meq/l e mg2+ >2.0 mg/dl..

Qual o risco de Ciprofloxacino com Ranolazina?

O risco da associação Ciprofloxacino + Ranolazina é classificado como GRAVE. Prolongamento QTc >500 ms com risco de torsades de pointes. Monitorar: ecg com qtc, eletrólitos (k+, mg2+), sintomas arrítmicos..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

Gerada por motor farmacologico com validacao por IA — Tier B

Verificar mais interações

As informações desta página são de caráter educativo e não substituem a orientação de um profissional farmacêutico. Sempre consulte um farmacêutico antes de alterar sua medicação.