Ciprofloxacino + Olanzapina

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Prolongamento QTc médio de 10-20 ms; risco de TdP muito baixo em pacientes sem outros fatores de risco.

Mecanismo

Ciprofloxacino (risco condicional QT) e olanzapina (risco possível QT) bloqueiam canais hERG/IKr de forma aditiva. Ciprofloxacino inibe fracamente CYP1A2/3A4 sem impacto relevante na olanzapina.

📋Conduta Clinica

Associação aceitável com precaução. Evitar apenas se QTc basal >450 ms ou fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia, outros QT drugs).

🔍O que monitorar

ECG basal e em 48-72h se associação mantida; manter K+ >4.0 mmol/L e Mg2+ >2.0 mg/dL; avaliar sintomas de palpitações ou síncope.

Alternativas

Aripiprazol ou quetiapina em doses baixas (menor efeito QT).

📚Referências

CredibleMeds 2024; FDA labels; estudos clínicos de QT

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ciprofloxacino com Olanzapina?

A combinação de Ciprofloxacino com Olanzapina apresenta interação de gravidade moderada. Prolongamento QTc médio de 10-20 ms; risco de TdP muito baixo em pacientes sem outros fatores de risco. Associação aceitável com precaução. Evitar apenas se QTc basal >450 ms ou fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia, outros QT drugs).

Ciprofloxacino e Olanzapina interagem?

Sim, Ciprofloxacino e Olanzapina possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ciprofloxacino (risco condicional qt) e olanzapina (risco possível qt) bloqueiam canais herg/ikr de forma aditiva. ciprofloxacino inibe fracamente cyp1a2/3a4 sem impacto relevante na olanzapina.. A conduta recomendada é: associação aceitável com precaução. evitar apenas se qtc basal >450 ms ou fatores de risco adicionais (hipocalemia, bradicardia, outros qt drugs)..

Qual o risco de Ciprofloxacino com Olanzapina?

O risco da associação Ciprofloxacino + Olanzapina é classificado como MODERADA. Prolongamento QTc médio de 10-20 ms; risco de TdP muito baixo em pacientes sem outros fatores de risco. Monitorar: ecg basal e em 48-72h se associação mantida; manter k+ >4.0 mmol/l e mg2+ >2.0 mg/dl; avaliar sintomas de palpitações ou síncope..

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Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
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Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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