Ciprofloxacino + Apixabana

ModeradaRequer monitoramento — pode necessitar ajuste de dose
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O que acontece

Aumento da exposição à apixabana, resultando em risco elevado de sangramento, incluindo hemorragia intracraniana, gastrointestinal e em outros sítios, particularmente em pacientes com múltiplos fatores de risco.

Mecanismo

Ciprofloxacino é um inibidor moderado da CYP3A4 (IC50 ~2-5 μM) e um inibidor potente da P-gp. A apixabana é metabolizada principalmente pela CYP3A4 (~25% da depuração total), com contribuição da CYP1A2, CYP2J2 e hidrólise, sendo também substrato da P-gp. A inibição da CYP3A4 e da P-gp pelo ciprofloxacino reduz o metabolismo e o efluxo do fármaco, aumentando a exposição sistêmica. Estudos clínicos demonstraram que a coadministração com inibidores moderados da CYP3A4 aumenta a AUC da apixabana em aproximadamente 40-50%, elevando o risco de sangramento.

📋Conduta Clinica

Evitar o uso concomitante se possível. Se a combinação for necessária: 1) Para fibrilação atrial, reduzir a dose de apixabana para 2,5 mg duas vezes ao dia se o paciente já estiver recebendo 5 mg duas vezes ao dia e tiver dois ou mais dos seguintes: idade ≥80 anos, peso ≤60 kg, creatinina sérica ≥1,5 mg/dL. 2) Para tratamento de TEV, manter a dose padrão, mas com monitoramento intensificado. 3) Administrar apixabana com alimentos para minimizar picos de concentração. 4) Contraindicado se clearance de creatinina <15 mL/min.

🔍O que monitorar

Monitorar sinais de sangramento diariamente. Realizar hemograma completo basal e semanalmente durante a coadministração. Avaliar função renal no início e a cada 3-4 dias.

Alternativas

Substituir ciprofloxacino por antibiótico não inibidor de CYP3A4/P-gp (ex: ceftriaxona, cefalexina). Como alternativa ao anticoagulante, considerar heparina de baixo peso molecular durante o tratamento com ciprofloxacino.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Bula Eliquis® (ANVISA); Frost C et al. Br J Clin Pharmacol. 2013;76(5):776-86.

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ciprofloxacino com Apixabana?

A combinação de Ciprofloxacino com Apixabana apresenta interação de gravidade moderada. Aumento da exposição à apixabana, resultando em risco elevado de sangramento, incluindo hemorragia intracraniana, gastrointestinal e em outros sítios, particularmente em pacientes com múltiplos fatores de risco. Evitar o uso concomitante se possível. Se a combinação for necessária: 1) Para fibrilação atrial, reduzir a dose de apixabana para 2,5 mg duas vezes ao dia se o paciente já estiver recebendo 5 mg duas vezes ao dia e tiver dois ou mais dos seguintes: idade ≥80 anos, peso ≤60 kg, creatinina sérica ≥1,5 mg/dL. 2) Para tratamento de TEV, manter a dose padrão, mas com monitoramento intensificado. 3) Administrar apixabana com alimentos para minimizar picos de concentração. 4) Contraindicado se clearance de creatinina <15 mL/min.

Ciprofloxacino e Apixabana interagem?

Sim, Ciprofloxacino e Apixabana possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ciprofloxacino é um inibidor moderado da cyp3a4 (ic50 ~2-5 μm) e um inibidor potente da p-gp. a apixabana é metabolizada principalmente pela cyp3a4 (~25% da depuração total), com contribuição da cyp1a2, cyp2j2 e hidrólise, sendo também substrato da p-gp. a inibição da cyp3a4 e da p-gp pelo ciprofloxacino reduz o metabolismo e o efluxo do fármaco, aumentando a exposição sistêmica. estudos clínicos demonstraram que a coadministração com inibidores moderados da cyp3a4 aumenta a auc da apixabana em aproximadamente 40-50%, elevando o risco de sangramento.. A conduta recomendada é: evitar o uso concomitante se possível. se a combinação for necessária: 1) para fibrilação atrial, reduzir a dose de apixabana para 2,5 mg duas vezes ao dia se o paciente já estiver recebendo 5 mg duas vezes ao dia e tiver dois ou mais dos seguintes: idade ≥80 anos, peso ≤60 kg, creatinina sérica ≥1,5 mg/dl. 2) para tratamento de tev, manter a dose padrão, mas com monitoramento intensificado. 3) administrar apixabana com alimentos para minimizar picos de concentração. 4) contraindicado se clearance de creatinina <15 ml/min..

Qual o risco de Ciprofloxacino com Apixabana?

O risco da associação Ciprofloxacino + Apixabana é classificado como MODERADA. Aumento da exposição à apixabana, resultando em risco elevado de sangramento, incluindo hemorragia intracraniana, gastrointestinal e em outros sítios, particularmente em pacientes com múltiplos fatores de risco. Monitorar: monitorar sinais de sangramento diariamente. realizar hemograma completo basal e semanalmente durante a coadministração. avaliar função renal no início e a cada 3-4 dias..

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Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

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O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

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Grave

Atualizado em junho/2026

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