Ciprofloxacino + Anlodipino

LeveBaixo risco — geralmente não requer intervenção
Validada por motor farmacologico

O que acontece

Pequeno aumento no efeito anti-hipertensivo, podendo causar hipotensão leve e edema periférico mais pronunciado. O risco de eventos graves é baixo.

Mecanismo

Ciprofloxacino é um inibidor moderado da CYP3A4 (IC50 ~2-5 μM). O anlodipino é metabolizado principalmente pela CYP3A4 (~90%). A inibição da CYP3A4 pelo ciprofloxacino pode reduzir a depuração do anlodipino, aumentando sua meia-vida e exposição sistêmica. No entanto, estudos clínicos mostram que o efeito é modesto, com aumento da AUC do anlodipino em cerca de 20-30%, o que raramente resulta em consequências clínicas significativas em pacientes sem outros fatores de risco.

📋Conduta Clinica

Geralmente, nenhum ajuste de dose é necessário. Monitorar a pressão arterial durante o tratamento com ciprofloxacino. Se ocorrer hipotensão sintomática ou edema excessivo, considerar a redução temporária da dose de anlodipino em 25-50%.

🔍O que monitorar

Monitorar PA diariamente em casa, se possível. Avaliar presença de edema maleolar. Relatar tontura ou desmaios.

Alternativas

Substituir ciprofloxacino por antibiótico não inibidor de CYP3A4 (ex: ceftriaxona, cefalexina) se houver preocupação. Para o anti-hipertensivo, um IECA ou BRA não é afetado por esta interação.

📚Referências

Flockhart Drug Interactions Table; Micromedex 2024; Bula Anlodipino (ANVISA).

Perguntas Frequentes

Pode tomar Ciprofloxacino com Anlodipino?

A combinação de Ciprofloxacino com Anlodipino apresenta interação de gravidade leve. Pequeno aumento no efeito anti-hipertensivo, podendo causar hipotensão leve e edema periférico mais pronunciado. O risco de eventos graves é baixo. Geralmente, nenhum ajuste de dose é necessário. Monitorar a pressão arterial durante o tratamento com ciprofloxacino. Se ocorrer hipotensão sintomática ou edema excessivo, considerar a redução temporária da dose de anlodipino em 25-50%.

Ciprofloxacino e Anlodipino interagem?

Sim, Ciprofloxacino e Anlodipino possuem interação medicamentosa documentada. O mecanismo envolve ciprofloxacino é um inibidor moderado da cyp3a4 (ic50 ~2-5 μm). o anlodipino é metabolizado principalmente pela cyp3a4 (~90%). a inibição da cyp3a4 pelo ciprofloxacino pode reduzir a depuração do anlodipino, aumentando sua meia-vida e exposição sistêmica. no entanto, estudos clínicos mostram que o efeito é modesto, com aumento da auc do anlodipino em cerca de 20-30%, o que raramente resulta em consequências clínicas significativas em pacientes sem outros fatores de risco.. A conduta recomendada é: geralmente, nenhum ajuste de dose é necessário. monitorar a pressão arterial durante o tratamento com ciprofloxacino. se ocorrer hipotensão sintomática ou edema excessivo, considerar a redução temporária da dose de anlodipino em 25-50%..

Qual o risco de Ciprofloxacino com Anlodipino?

O risco da associação Ciprofloxacino + Anlodipino é classificado como LEVE. Pequeno aumento no efeito anti-hipertensivo, podendo causar hipotensão leve e edema periférico mais pronunciado. O risco de eventos graves é baixo. Monitorar: monitorar pa diariamente em casa, se possível. avaliar presença de edema maleolar. relatar tontura ou desmaios..

Interações Relacionadas

Amiodarona + Sinvastatina

Amiodarona inibe CYP3A4, aumentando AUC de sinvastatina em 100-200%. FDA limitou sinvastatina a 20mg com amiodarona.

Grave
Amiodarona + Atorvastatina

Amiodarona inibe a CYP3A4, enzima primária no metabolismo da Atorvastatina. Embora a Atorvastatina também tenha vias metabólicas secundárias, a inibição da CYP3A4 pela Amiodarona pode aumentar a AUC da Atorvastatina em aproximadamente 1,5 a 2 vezes, um efeito menos pronunciado do que com a Sinvastatina, mas ainda clinicamente relevante.

Moderada
Amiodarona + Rosuvastatina

O mecanismo de interação não é primariamente pela CYP2C9, como afirmado. A Rosuvastatina é minimamente metabolizada (aproximadamente 10%) pela CYP2C9. A interação com Amiodarona é provavelmente multifatorial, envolvendo inibição de transportadores hepáticos como OATP1B1 e BCRP, dos quais a Rosuvastatina é substrato. A Amiodarona pode inibir esses transportadores, reduzindo a captação e excreção hepática da Rosuvastatina, aumentando sua exposição plasmática em cerca de 1,5 a 2 vezes.

Moderada
Amiodarona + Digoxina

Amiodarona é um inibidor potente da glicoproteína-P (P-gp) tanto no intestino quanto nos túbulos renais. A Digoxina é um substrato clássico da P-gp, e sua eliminação depende criticamente deste transportador. A inibição da P-gp pela Amiodarona reduz a secreção tubular renal e o efluxo intestinal da Digoxina, podendo aumentar seus níveis séricos em 70-100%, um efeito de grande magnitude e alta relevância clínica devido ao estreito índice terapêutico da Digoxina.

Grave

Atualizado em junho/2026

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